Ilha do Sal: idosos em Cabo Verde precisam de um redobrar de atenções – representante Cruz Vermelha

 

Espargos, 27 Set (Inforpress) – A coordenadora das políticas humanitárias da Cruz Vermelha para a terceira idade, Madalena Tavares defendeu hoje, na ilha do Sal, que os idosos e idosas em Cabo Verde precisam de um redobrar de atenções a todos os níveis.

“A nível dos cuidados, da prevenção e promoção da saúde… aproveitar melhor as suas potencialidades porque cada idoso é uma potencialidade social, cultural, económica e política. Os nossos idosos, que se sentem muitas vezes fragilizados devido ao seu ciclo de vida, precisam de uma mãozinha, mais apoios e, particularmente, mais afecto”, acentuou Madalena Tavares.

Madalena Tavares, que é também membro do Conselho Superior Executivo da Cruz Vermelha de Cabo Verde, fez essas considerações à margem de uma acção de formação de voluntários para participação na prestação de cuidados aos idosos, promovida pela Cruz Vermelha, no âmbito da celebração do Dia Mundial do Idoso, assinalado a 01 de Outubro.

Segundo ela, trata-se de um encontro importante já que permitirá juntar forças entre as diferentes instituições, cidadãos, família e comunidades, no sentido de se trabalhar em rede, em benefício da sociedade, mas particularmente, de um grupo muito específico – os idosos e as idosas -, carente não só de afectos, mas de outras necessidades, para que se possa prestar, “efectivamente, um bom cuidado”, não só ao domicílio, mas nos outros contextos que a política nacional para o idoso já prevê.

“Este encontro vai nos permitir ajudar os idosos a prolongar a vida com qualidade e dignidade a que têm direito, como rezam os direitos humanos e a própria política humanitária”, sublinhou, acrescentando, que esta acção de formação possibilitará também, uma melhor penetração conjunta nas comunidades para que “efectivamente” se sintam comunidades sociais, com um papel preponderante.

Madalena Tavares termina lamentando que os problemas que dizem respeito à saúde, a questão do abandono, habitação, à violência exercida sobre as pessoas idosas… são os principais problemas por que ainda passam essa classe da sociedade.

“Na verdade, o que nós desejamos é que os idosos fiquem em casa. Mas temos um conjunto de valências e unidades sociais postas à disposição dos idosos (…) e é bom que nos encaminhemos os mais fragilizados, com mais vulnerabilidade para essas instâncias, que prestam serviços alinhados às normas internacionais”, frisou.

SC/FP

Inforpress/

 

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