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Ilha do Sal: ICCA desenvolve projecto de reforço da capacidade interventiva de crianças

Espargos, 16 Nov (Inforpress) – A delegada do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), no Sal, anunciou, hoje, o desenvolvimento de um projecto de reforço da capacidade interventiva da instituição, e formação/capacitação de crianças na rua, face aos sinais de retoma turística.

Queila Soares explicou em declarações à Inforpress que este projecto deverá ser desenvolvido nas ilhas do Sal, Boa Vista, Santiago e São Vicente, tidas como as mais críticas a nível de crianças em situação de rua.

“Estamos com um projecto, forte, de reforço das capacidades institucionais e da criança em situação de rua. No momento, inclusive, estamos com uma equipa técnica com um grupo de crianças no IEFP”, conta a mesma fonte, referenciando que este projecto é financiado pela agência Bornefonden.

Segundo Queila Soares, este projecto permitiu o reforço da equipa técnica, integração de psicólogo e assistente social, estando neste momento, conforme disse, à procura de um educador de rua, isto é, um técnico que deverá estar permanentemente na rua, no sentido de identificar situações pontuais, persuadir a criança a ter outras motivações, nomeadamente, a escola.

“No momento estamos a investir na capacitação profissional, isto é, a trabalhar junto com o IEFP, a avaliar a motivação e o interesse da criança em situação de rua, na sua maioria adolescentes, com idades em que já podem ser capacitados e orientados para a vida profissional, e ingressar no mundo do trabalho”, precisou.

Segundo a responsável da infância local, o ICCA dispunha de uma lista identificando perto de 200 crianças nestas condições, tendo conseguido a integração de maior parte nas escolas.

E este novo projecto de “Reforço da capacidade interventiva do ICCA e formação/capacitação de crianças na rua, visa retirar ou evitar que as crianças fiquem ou voltem para a rua.

“Em alguns casos, infelizmente, tivemos que recorrer à medida tutelar socioeducativa, tendo os meninos sido afastados da ilha e integrados no centro tutelar Orlando Pantera, por desenvolverem comportamentos delinquentes, em conflito com a lei”, lamentou.

“Tivemos a necessidade de tomar essas medidas. Mas a maioria está sendo dada atenção no sentido da sua capacitação profissional, já que com idade muito avançada em relação ao nível de escolaridade, muito baixa, e não terem tido aproveitamento. Daí que a estratégia é capacitá-los a nível profissional, com base na sua motivação”, sublinhou.

Queila Soares aponta, entretanto, outras situações de alguma resistência, que, conforme compreende, requerem “disponibilidade e dedicação” da família para que se possa ter resultados.

“Há situações de alguma resistência, de crianças envolvidas com o álcool e outras drogas e vícios… o que é mais difícil de controlar, necessitando da intervenção de outros serviços”, concluiu, acentuando, que no fim da formação, esses meninos terão um kit de acordo com a sua capacitação profissional, além de também poderem fazer estágios em diferentes empresas.

SC/CP

Inforpress/Fim

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