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Ilha do Sal: Grupo Sociedade em Acção para a Liberdade insurge-se contra a venda do Hotel Atlântico (c/áudio)

Espargos, 12 Jan (Inforpress) – A iniciativa SAL –  Sociedade em Acção para a Liberdade insurgiu-se hoje contra a venda em hasta pública do Hotel Atlântico, no Sal, e apela à Câmara a se posicionar e reivindicar o imóvel como património do Município.

A reacção deste grupo da sociedade civil teve lugar esta manhã durante uma conferência de imprensa, mesmo em frente ao hotel, na sequência da resolução nº 178/2020 de 28 de Dezembro, em que o Estado determina a venda do imóvel em estado avançado de degradação.

Manifestando-se contra a determinação, estribado no enquadramento e localização da infra-estrutura, o líder do grupo, Aldirley Gomes justifica o protesto, explicando que “pode-se vislumbrar” uma série de possibilidades, que “facilmente” podem estimular na ilha do Sal, uma outra dimensão social, cultural e económica.

“A sustentabilidade do sector do turismo que o mundo recomenda para a retoma gradual da indústria a nível mundial e a reconstrução do tecido económico na ilha do Sal, não podem dispensar um activo como o Hotel Atlântico que pode ser perfeitamente reformatado”, fundamentou.

Estranhando a passividade da Câmara Municipal do Sal face à intenção do Estado, o activista social pondera que o Hotel Atlântico com potencial patrimonial histórico e cultural, “inclusive” valor sentimental e emocional para a ilha, pode ser aproveitado, conforme acentuou, para auditório e outros espaços para concerto, e realização de festivais de cinema, teatro e música.

Além dessa visão, Aldirley Gomes compreende ainda que o Hotel Atlântico pode também ser transformado num Museu da Água com inclusão do antigo chafariz da ASA e Museu da Aviação, salas de exposição, e espaços dedicados à defesa e promoção da cultura, entre outras efectivações.

“É inquestionável o potencial deste imóvel para redimensionar o valor da ilha do Sal para o turismo, para a cultura, e principalmente para o desenvolvimento humano da própria sociedade salense”, considerou, observando que é preciso ter uma visão de médio-longo prazo e tomar “decisões certas”.

“E, neste caso, são de clara competência da administração municipal, que deve estar engajada na defesa intransigente da ilha e dos seus munícipes. Por isso não é compreensível a passividade da Câmara Municipal do Sal que é, claramente, a entidade que tem de reivindicar o emblemático Hotel Atlântico como património da ilha do Sal”, sublinhou.

Referindo-se à dívida que, segundo diz o Estado tem para com o município, em “montantes astronómicos”, conforme acentuou, Aldirley Gomes considera que um ajuste de contas resolveria o problema, ao invés de se alienar o “emblemático” hotel.

“Temos de lembrar que o Estado deve ao Município do Sal montantes astronómicos que em 2016 ascendiam a vários milhões de euros, montantes que comportam várias vezes o valor potencial do Hotel Atlântico que num simples ajuste de contas poderá muito bem transferir para o Município do Sal, tão importante imóvel para o futuro desta ilha”, enfatizou.

SC/HF

Inforpress/Fim

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