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Ilha do Sal: Greve de hiacistas paralisa cerca de 40 viaturas no largo da Enacol (c/áudio)

Espargos, 03 Fev (Inforpress) – Os condutores de viaturas hiaces, transporte colectivo de passageiros, no Sal, iniciaram hoje uma greve de 24 horas, imobilizando cerca de 40 viaturas no largo da Enacol, na cidade dos Espargos.

O secretário da Associação de Hiacista, Davidson Rocha, em representação dos colegas, explicou à Inforpress que esta “pequena manifestação” deve-se ao facto de os profissionais da área não conseguirem trabalhar, dada à concorrência dos táxis, que vêm fazendo o papel de transporte colectivo público de passageiros.

“Todos os dias de manhã cedo colocamo-nos na fila nos pontos de hiaces e não conseguimos dar uma volta, por causa dessa situação, então entendemos parar os serviços, durante o dia de hoje, para chamar atenção das autoridades competentes, por forma a pôr cobro a esse estado de coisas”, manifestou.

Para ser mais preciso, Davidson Rocha explicou que os taxistas apanham várias pessoas, fazendo fretes aplicando a cada passageiro o mesmo preço que se cobra no transporte colectivo.

O pior, indicou, é que muitas vezes param em paralelo, “arrancando” clientes de dentro dos hiaces para levar para Santa Maria e vice-versa.

“Estão a fazer o trabalho dos hiacistas. Apanham vários passageiros nos Espargos, levam para Santa Maria e vice-versa (…) isso dificulta-nos a vida. Há táxis com sete lugares e os passageiros já não vêm apanhar os hiaces no respectivo ponto”, queixou-se.

“Num grito de socorro”, como referiram, estes profissionais apelam à actuação das autoridades competentes no sentido de resolver o problema.

“Estamos há quase um ano nessa situação. Não tivemos ajuda nem apoio de ninguém, não fomos abrangidos pelas medidas do Governo para fazer face à pandemia da covid-19. Fazemos mais ou menos 1500 escudos, o que não dá para cobrir as despesas, com a família, com os impostos, com a segurança social (…)”, precisou a mesma fonte.

Cientes de que a ilha, o País e o mundo estão a passar por um “momento difícil” provocado pela pandemia da covid-19, dizem, entretanto, a continuar assim, os profissionais do ramo vão “comer pão que o diabo amassou”.

“Daí que pedimos a intervenção das autoridades. Cada viatura fazer o seu trabalho que lhe é devido no mercado. Se há paragem, mantermos na paragem, respeitar os colegas. O contexto é de entreajuda”, enfatizou Davidson Rocha, pedindo união de classe, taxistas e hiacistas, para que cada um possa ter “a sua gota de água, o seu pão de cada dia”.

SC/AA

Inforpress/Fim

 

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