Ilha do Sal: Fundação Donana beneficia 100 famílias carenciadas com donativo alimentar

Espargos, 27 Abr (Inforpress) – A Fundação Donana quer dinamizar a sua delegação e o Banco Alimentar na ilha do Sal, tendo realizado hoje a sua primeira campanha de recolha de alimentos mirando beneficiar cem famílias carenciadas das diferentes localidades da ilha.

Apresentada há quatro anos na ilha do Sal, porém, segundo a presidente Ana Hopffer Almada, não foi possível iniciar as actividades de imediato, já que haviam que ser primeiro criadas as condições a nível de espaço, formação dos voluntários, por forma a trabalharem autonomamente.

“Vamos arrancar agora com a delegação da Fundação Donana e do Banco Alimentar aqui no Sal, desenvolvendo projectos, entre os quais o Banco Alimentar, aquele que tem mais visibilidade, por causa das respostas sociais na área alimentar e não só”, explicou.

Nesta medida, depois de um protocolo assinado com a OMCV, que garantiu a disponibilidade de um espaço para o armazenamento de produtos, a ONG realizou, hoje, a sua primeira campanha de recolha de alimentos, junto às lojas de Espargos e Santa Maria.

O resultado desta recolha, no âmbito do projecto Banco Alimentar contra a Fome, irá beneficiar, nesta primeira fase, cem famílias carenciadas, seleccionadas pelas associações parceiras.

Entretanto, segundo a responsável, a ideia é trabalhar no sentido de poder distribuir as cestas básicas de dois em dois meses, uma vez que, só o produto das campanhas realizadas duas vezes ao ano, uma em Junho e outra em Novembro, não chega.

Contando neste arranque com uma bolsa de cerca de 50 jovens voluntários, Ana Hopffer Almada apela às lojas e empresas locais a abraçarem a causa, apoiando na medida das suas possibilidades, em benefício das famílias e pessoas mais necessitadas.

“Contamos com todos, como costumo dizer, todos somos poucos para trabalharmos para esta nobre causa, que é ajudar as pessoas a melhorarem a sua qualidade de vida”, manifestou.

“Sem assistencialismos, sem “coitadismos”, sem esmolas… nós não podemos estar a alimentar isto. Queremos, realmente, é que as pessoas tenham o essencial para viverem com dignidade, e só doamos cestas básicas para as pessoas que não podem trabalhar, idosos, acamados, com deficiência”, esclareceu.

Para além do Banco Alimentar Contra a Fome, Ana Hopffer Almada disse que todos os projectos da Fundação, no domínio da cidadania, vão ser também desenvolvidos na ilha do Sal.

Parafraseando a Madre Tereza de Calcutá, concluiu, lembrando, que ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar, e ninguém é tão rico que não tenha nada para receber.

“Darmos o nosso contributo para o desenvolvimento social. É nesta partilha que crescemos espiritualmente, e sermos todos felizes”, frisou.

SC/CP

Inforpress/Fim

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