Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Ilha do Sal: Firma Salcriolo protesta contra “concorrência desleal” e pede intervenção do Governo (c/áudio)

Espargos, 28 Mai (Inforpress) – A firma Salcriolo, de indústria e comercialização do sal, protesta contra alegada “concorrência desleal” por parte de empresas e particulares do ramo, que operam “sem licenciamento” comercial e industrial, “fugindo ao fisco e numa clara concorrência desleal”.

Adilson Almada, sócio gerente da Salcriolo, procurou a Inforpress hoje para fazer esta denúncia, cuja concorrência desleal, conforme disse, tem lesado não só à sua empresa, mas também ao Estado de Cabo Verde devido “à fuga ao fisco e outras operações ilegais”.

“Na ilha do Sal, não existe uma fiscalização correcta e nem articulação entre as autoridades fiscalizadoras, nomeadamente Finanças, IGAE, Delegacia de Saúde e o comando da Guarda Fiscal do Porto da Palmeira. Todos sabem que as coisas acontecem, mas deixam passar, uma situação triste e lamentável”, queixou-se, referindo que vem fazendo esse tipo de denúncia desde 2012.

“Mas nada ou quase nada tem sido feito para resolver essa situação de desigualdade. Enquanto a Salcriolo vem cumprindo com as suas obrigações fiscais, outras empresas e particulares do ramo de exploração, produção e comercialização do Sal, vêm operando sem licenciamento, numa clara concorrência desleal, e ficando com aquilo que deve ser entregue ao Estado”, exteriorizou Adilson Almada.

A empresa Salcriola que, segundo a mesma fonte, está legalmente autorizada para desenvolver projectos industriais, fez um “grande investimento” para a construção da unidade fabril com financiamento bancário, mas esta “concorrência desleal”, reiterou, poderá provocar alguns constrangimentos, contribuindo para a “inviabilidade” do projecto.

“A situação está cada dia pior, por isso apelamos a intervenção do Governo, do senhor ministro das Finanças, Dr. Olavo Correia, no sentido da resolução do problema o mais rapidamente possível.

Perante estas preocupações, Adilson Almada ajunta, ainda, dizendo que cerca de 50 por cento (%) de “todo o sal” que é produzido na ilha, sai do Porto da Palmeira “sem autorização e certificação de salubridade”, que deverão ser emitidos pela Delegacia de Saúde local.

“Com a crise profunda que o país atravessa, o Governo a apelar para o cumprimento da lei e pagamento dos impostos (…), aqui na ilha do Sal tudo passa na cara das entidades e nada fazem para que todos sejam tratados de igual forma”, lamentou.

“Já denunciei várias situações, dei informações concretas que podem contribuir para a eliminação da fuga ao imposto, mas nunca fui tido em conta nem levado a sério. Não há boa vontade para a solução dos problemas”, completou.

Face à declaração de que “todo o sal” produzido na ilha, sai do Porto da Palmeira “sem autorização e certificação de salubridade”, a Inforpress tentou ouvir o delegado de Saúde local, mas sem sucesso.

SC/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos