Ilha do Sal: Festival arranca com três horas de atraso mas artistas fazem público vibrar

Santa Maria, 17 Set (Inforpress) – O primeiro dia do Festival da Praia de Santa Maria, arrancou esta sexta-feira com três horas de atraso, mas o elenco de artistas, que desfilou na noite até o amanhecer, não deixou seus dotes em mãos alheias.

O festival da praia de Santa Maria, o maior evento cultural da ilha do Sal, organizado pela câmara municipal, e cancelado durante dois anos por causa da pandemia da covid-19, voltou em força.

Apesar do atraso registado devido à demora da embarcação que transportava os equipamentos sonoros, facto que criou também embaraços na montagem dos equipamentos, e no check sound atempadamente, o ambiente foi, entretanto, “aquecendo”, e aos poucos o público ia respondendo aos ritmos quentes.

À medida que as pessoas foram chegando, o areal estendeu-se de uma multidão, gente ávida de música, enquanto outros lá fora esperavam numa fila enorme, aguardando cerca de duas horas, até entrar no recinto fechado.

O grupo Sal Grosso, constituído por artistas locais, nomeadamente, Clovis Davero, Sílvia Medina, Sádia Youssouf, Sandro Pimentel, Litocoolio Andrade, Lizender Medina e Alcione Alcy, abriu o palco da 30ª edição do Festival de Santa Maria, este ano sob o lema “Djad’Sal junt ma diáspora”, em homenagem às comunidades emigradas.

Eram 00:15, quando em jeito de check sound, ensaio, o grupo começou por entoar a música intitulada “Quando um mundo novo cunki na porton di noss ilha”, depois “Alô alô Cabo Verde Alô” tendo o público começado a animar ao som das melodias por quase duas horas.

Finda a actuação, o compasso de espera para que outro grupo entrasse em cena foi também extenso, cerca de uma hora, mas o público se manteve animado com a tenda electrónica, mais além.

Eis que, mediante alteração da programação, Calema, que fazia parte do grupo Diáspora, entra em palco, passado das duas da manhã, ouvia-se gritos e apupos de alegria dos milhares de fãs que se juntam no areal.

Mais tarde, segue-se então Diáspora composto por Rui de Bitina, Mário Marta, Tito Paris, Dudu Araújo e Dom Kikas, que sacudiram os festivaleiros na areia branca de Santa Maria.

Depois destas actuações era a vez dos 4SBand & Friends, formado por Suzana Lubrano, Dina Medina, Manu Lima e Kino Cabral, recordando os clássicos de 90.

Porém Kino Cabral, também Dynamo, que viria logo a seguir, não actuaram nesta noite, dado ao avançado da hora, tendo as suas actuações sido transferidas para o alinhamento de hoje, logo à noite.

Ao longo da noite/madrugada assistiu-se a um grande espectáculo musical, e a caminhar para as 10:00, de hoje sábado, o grupo Ferro Gaita fechou em grande, este primeiro dia do festival, o ponto alto das celebrações do Dia do Município e da padroeira, Nossa Senhora das Dores, assinalado a 15 de Setembro.

Para a maioria dos artistas, foi uma “satisfação enorme” subir novamente neste palco, depois de alguns anos sem festival.

E logo à noite, a partir das 20:00 há mais, com cartaz também de “luxo”.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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