Ilha do Sal: Facilitadores reflectem sobre violência baseada no género (c/áudio)

Espargos, 06 Fev (Inforpress) – Facilitadores de grupos reflexivos, a nível nacional, encontram-se reunidos na ilha do Sal, para durante dois dias reflectirem sobre a violência baseada no género, no país, visando encontrar caminhos para a redução deste fenómeno social.

Segundo a directora dos Serviços de Reinserção Social, Vanessa Miranda, este I Encontro Nacional de Facilitadores de Grupos Reflexivos, tem como propósito o aprofundamento das questões metodológicas com vista a sistematização dos instrumentos e a revisão dos procedimentos de trabalho com a metodologia reflexiva a nível nacional.

Por outro lado, reflectir também sobre o trabalho feito até então para que se possa garantir o “melhor” funcionamento do programa de reinserção e assegurar o “princípio de igualdade” a todas as comarcas do país, assim como a participação de “todos” na melhoria da execução desta medida/pena.

Dirigindo-se ao grupo reunido na Biblioteca Municipal Jorge Barbosa, nos Espargos, durante o dia de hoje e quinta-feira, Vanessa Miranda destacou o facto de este encontro estar a acontecer em Fevereiro, mês do afecto, carinho e amor, porém, sentimentos “muitas vezes” ignorados na sociedade actual.

“Estas palavras com forte significado não têm sido muitas vezes suficientes na sociedade que actualmente vivemos para evitar as distintas formas de violência”, observou, apontando a importância desse encontro para se reflectir “abertamente” sobre a violência baseada no género.

“A violência baseada no género configura-se como um obstáculo à concretização dos objectivos da promoção da igualdade de género, impede o desenvolvimento de uma sociedade harmoniosa e anula o usufruto dos direitos humanos e liberdades fundamentais”, sublinhou.

Fazendo esta leitura, Vanessa Miranda disse que todos têm esta tarefa e desafio de encontrar caminhos para a redução deste fenómeno social.

Indicou que em Cabo Verde a violência baseada no género tem vindo a atingir “grandes proporções”, e de diversas formas, sendo a mais comum a violência física, seguida de psicológica e patrimonial.

“Não obstante de que há muito por fazer, temos tido grandes avanços para pôr cobro a esta situação”, admitiu, destacando, a aprovação da lei nº84/VII/2011 de 10 de Janeiro, e em decorrência desta lei, também a implementação do Programa de Reinserção de Homens Arguidos por violência baseada no género, criado há cinco anos.

“Esperamos que no final destes dois dias de trabalho, de troca de experiências, possamos reforçar as nossas competências técnico-operacionais, de modo a que a nossa intervenção seja cada vez mais eficaz e incisiva, atingindo assim os objectivos preconizados”, almejou, concluindo.

SC/CP

Inforpress/Fim

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