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Ilha do Sal: Ex-trabalhadores do Hotel Meliã clamam por indemnização e subsídio de desemprego (c/áudio)

Espargos, 07 Jun (Inforpress) – Os ex-trabalhadores do Hotel Meliã, na ilha do Sal, à espera de respectivas indemnizações, bem como do subsídio de desemprego, clamam pela intervenção da câmara municipal e do Governo para a resolução da situação.

Suely Almeida e Adelcia Almeida, cujo apelido é apenas uma coincidência, não tendo nenhum laço familiar, ambas ex-trabalhadoras no Hotel Meliã, levantaram as suas vozes pedindo intervenção do edil Júlio Lopes, nesta causa, recentemente durante os trabalhos da Assembleia Municipal do Sal.

No seu desabafo, antes do período da ordem do dia destinado aos munícipes, Suely Almeida que defende a necessidade de reconhecimento e valorização da mão-de-obra dos empregados dos hotéis, salientou que é na recepção, atendimento, e na prestação de outros serviços com qualidade que os hóspedes formam a sua primeira opinião sobre o hotel e, no final do acolhimento levar sua impressão sobre o estabelecimento hoteleiro.

“Nós que trabalhamos nos hotéis, directamente com os clientes, não somos considerados”, desabafou, enfatizando que os clientes avaliam a qualidade dos bens e serviços no acto e ao longo de sua permanência no hotel, acumulando os pontos positivos e negativos de cada momento, e assim decidir se voltam ou não ao mesmo hotel nas próximas visitas.

“Também somos parte do desenvolvimento do turismo. A qualidade no atendimento é um dos factores essenciais para a conquista dos hóspedes, mas infelizmente não somos valorizados”, insistiu, referindo que hoje os trabalhadores do Hotel Meliã estão votados ao abandono e “ninguém de direito faz nada”.

“Ninguém está preocupado com a nossa situação. Até parece que os donos do Grupo Meliã é que mandam aqui no País porque fazem o que bem entenderem (…) nem a câmara, mormente o Governo intercede por nós”, exteriorizou.

Também Adélcia Almeida queixando-se do “desamparo” em que os trabalhadores do Meliã se encontram, enuncia a correria que uns e outros têm feito atrás das instituições, nomeadamente INPS e IEFP, para verem se conseguem ver desbloqueado o subsídio de desemprego.

“A maioria dos trabalhadores do hotel está desempregada desde o mês de Março. Continuamos a aguardar pela indemnização e pelo subsídio de desemprego. Não temos nenhuma fonte de rendimento. Como é que vivemos? Encontrámos numa situação precária motivada pela pandemia da covid-19, que veio pôr a nu a fragilidade da nossa terra, particularmente a nível social”, expressou.

Corroborando a mesma opinião da colega, Adélcia Almeida diz que turismo não é só sol e praia, mas também os recursos humanos, o activo humano, que também no seu entendimento “não é valorizado”.

“A excelência no atendimento é que conquista os hóspedes e garante o sucesso do hotel, dos restaurantes… Queremos que os turistas venham e voltem, e quando regressarem ao seu país venderem o destino Sal, o destino Cabo Verde. Mas isso acontece não só pela boa praia de Santa Maria ou restaurantes, mas sobretudo, pela forma como são tratados e atendidos. Isso é que faz o turista voltar”, manifestou, lamentando o abandono a que os trabalhadores dos hotéis foram votados.

“Muita gente frustrada e desanimada com esta situação. Pedimos, outro tipo de atenção, para que aquando da retoma, esperemos que seja já, possamos voltar com a mesma garra. Nem tudo está perdido, ainda algo pode ser feito para animar os trabalhadores, a grande mão-de- obra dos hotéis”, concretizou.

SC/CP

Inforpress/Fim

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