Ilha do Sal: Estivadores do Porto da Palmeira manifestam-se contra “abuso de poder e prepotência” da Enapor

Espargos, 17 Abr (Inforpress) – Os estivadores do Porto da Palmeira, na ilha do Sal, realizaram hoje uma manifestação pacífica contra o que dizem ser “abuso de poder e prepotência” por parte da administração da Enapor.

Estão na base desta contestação, a igualdade e tratamento de trabalho por turnos, “abuso de poder e prepotência”, respeito e dignidade para a classe de estiva, redução de 50 por cento dos estivadores recrutados e incluídos na lista de efectivos, no dia 01 de Abril deste mês, entre outras reclamações.

Em representação da classe, o presidente do Sindicato da Indústria, Alimentação, Construção Civil, Agricultura e Serviços Afins, (SIACSA), Gilberto Lima, apontando o dedo à direcção do Porto da Palmeira, disse que o facto de se ter colocado outros trabalhadores não habilitados a desempenhar o serviço dos estivadores, nomeadamente no manuseamento de máquinas, revela-se uma “autêntica falta de respeito e prepotência.

Indignado com a situação, Gilberto Silva disse ter já denunciado o facto à Inspecção do trabalho, acrescentando, por outro lado que a contratação de mais 16 trabalhadores prejudica “gravemente” os rendimentos da classe de estiva.

Na presença desta manifestaçãoo conselho da administração da Enapor, vem através de um comunicado explicar que o Porto da Palmeira vem sendo confrontado com “um défice” na sua capacidade de resposta e que o recrutamento, a título experimental dos 16 trabalhadores a 01 de Abril para a reposição de mão-de-obra disponível, é um “procedimento habitual” que visa garantir o normal funcionamento das operações em qualquer estrutura portuária.

“A decisão foi estribada no estrito cumprimento da lei, e no respeito pelas atribuições específicas de cada categoria profissional”, relata o documento.

Neste contexto, segundo a administração da Enapor, ao contrário do pretendido pelo SIACSA, e tendo em conta o curto tempo de vigência, “não se pode afirmar” que a adopção de tal medida pode ser susceptível de causar prejuízos de natureza financeira ou outras aos trabalhadores portuários efectivos, “sendo necessário”, denota, algum tempo para se fazer tal avaliação.

Entretanto, por entender que a paz social e laboral “é essencial e vale a pena” ser preservada, e porque ainda poderá “ser possível alcançar” uma via de entendimento que responda às necessidades e expectativas de ambas as partes, a administração da Enapor reitera postura dialogante com o sindicato e os trabalhadores a fim de se alcançar os consensos possíveis.

SC/CP

Inforpress/Fim

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