Ilha do Sal: Estivadores dão um prazo de 30 dias para verem resolvidas as suas reivindicações

 

Espargos, 08 Jun (Inforpress) – Os estivadores na ilha do Sal estabeleceram à Enapor um prazo de 30 dias para verem resolvidas as suas reivindicações, caso contrário, prometem fazer “barulho” para chamada de atenção, antes de pensarem em partir para greve.

Esta intensão foi manifestada hoje durante o encontro com o presidente do Sindicato da Industria Geral, Alimentação, Construção Civil, Agricultura e Serviços Afins (SIACSA), Gilberto Lima, que se encontra no Sal para discutir o caderno reivindicativo com seus associados, apresentado à Enapor no passado mês de Março.

Conforme explicou o sindicalista, dando assim conta do que foi a reunião, foram discutidos 11 pontos, dos quais a questão do horário de trabalho, materiais de protecção e apetrechos, questões ligadas a manobradores de máquinas da Enapor, a agentes de exploração, condições de trabalho, entre outras preocupações.

Considerando os vários problemas laborais que afectam o corpo de estiva naquela estrutura, o presidente do SIACSA, que está na ilha para uma visita de quatro dias, aponta 30 de Junho como prazo dado pela classe de estiva para a resolução dos respectivos problemas laborais.

“São pontos quentes e inadmissíveis no porto da Palmeira. Houve uma mudança de horário que nunca devia ser feito em relação a manobradores, agentes de exploração – o que acabou por prejudicar o rendimento desse pessoal -, outras situações que têm a ver com a desova de contentores, pagamento de salários, falta de segurança, (…). Daí que, vamos preparar uma luta cerrada contra estas situações”, alertou o sindicalista.

Gilberto Lima, para quem 13 estivadores é um número “extremamente insuficiente” para dar vazão às demandas, defende a admissão de mais homens para esse tipo de trabalho.

“Essas situações devem ser revistas o mais rapidamente possível, além de valores que devem ser pagos a agentes de exploração, retirados ilegalmente… todos esses pontos devem ser resolvidos nesse prazo de 30 dias. Julgo que o diálogo deve prevalecer. Mas se alguma coisa falhar por parte da Enapor… podemos pensar num possível barulho no porto da Palmeira”, preveniu.

Gilberto Lima reuniu-se também com os vigilantes, na ilha, que reivindicam reajustes salarias, melhores meios de transporte e fardamentos condignos.

O SIACSA tem 46 associados no porto da Palmeira, entre estivadores, manobradores, agentes de tráfego e scanner.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

 

 

 

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