Ilha do Sal: Estamos a transformar Santa Maria num Resort como cidade turística

Espargos, 16 Set. (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, quer transformar Santa Maria num Resort como cidade turística, anunciando as obras em curso para a sua requalificação.

Júlio Lopes fez essas considerações na sessão solene em comemoração ao Dia do Município do Sal, celebrado este sábado, 15 de Setembro, na presença da ministra da Justiça e Trabalho, Janine Lélis que presidiu ao acto em representação do Governo.

“Nós não contentamos com obras de baixa qualidade. As coisas devem ser feitas como devem ser. Devagar mas com qualidade. Vamos fazer uma grande obra. Vai custar 87 mil contos”, disse, referindo-se às obras da Rua 01 de Junho, a pedonal de Santa Maria, em curso.

Reiterando que o objectivo desta câmara é fazer do Sal uma referência turística em África e no mundo, o autarca encara, entretanto, a questão da habitação como um dos maiores desafios a vencer, com a participação conjunta entre Governo, câmara municipal e investidores nacionais e estrangeiros.

“Tenho assumido, desde o princípio, desta árdua mas desafiante empreitada a favor do desenvolvimento desta fantástica e acolhedora ilha, que cuidar dela é investir em Cabo Verde”, acentuou, lembrando que Sal é a ilha que mais contribui para o crescimento e afirmação do turismo cabo-verdiano, com impacto “muito significativo” nas contas nacionais.

“Os dados são favoráveis e dizem que, de facto, o Sal está a entrar numa nova era. É só ver o rol de investimentos que estão em curso… obras que podem aumentar em mais de 40 por cento a oferta turística na ilha” concluiu.

Por sua vez, pondo tónica na regionalização administrativa, o presidente da Assembleia Municipal, Carlos Santos, nota que a população e os agentes políticos do Sal devem olhar para a criação das Regiões Administrativas de grau supramunicipal como uma oportunidade para “empurrar” a ilha para um novo patamar de desenvolvimento.

“Um desenvolvimento inclusivo que olha para o tríplice de sustentabilidade como pilares indissociáveis, como uma estratégia e um compromisso para o futuro”, esclareceu.

Porém, segundo Carlos Santos, para que isso seja possível, a Regionalização Administrativa do país não pode esgotar-se num arranjo e coordenação dos serviços desconcentrados do Estado, ou “numa simples reedição” e/ou partilha dos poderes das autarquias municipais.

“O futuro Governo Regional não poderá ser apenas uma versão melhorada de uma coordenação dos actuais serviços desconcentrados, pois não estaríamos a atingir os objectivos de combater as assimetrias regionais, o pilar base  do nosso atraso, da pobreza que ainda atinge um terço da população e de fenómenos sociais que vão aparecendo, designadamente a insegurança nas urbes”, ponderou.

Carlos Santos finaliza dizendo que é com sentido de responsabilidade e com ambição saudável que olha para este processo de Regionalização Administrativa do Estado, como sendo um novo salto que se exige ao país, necessários para dar prosseguimento aos objectivos de desenvolvimento, designadamente a redução da pobreza.

SC/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos