Ilha do Sal: Enfermeiros clamam por maior respeito e dignidade da classe – chefe de enfermeiros

Espargos, 12 Mai (Inforpress) – A chefe das enfermeiras, na Delegacia de Saúde, no Sal, Cláudia Andrade, defende maior atenção e dignidade da classe, que conforme disse passa por “inúmeras” situações e dificuldades, que em nada abonam o papel do enfermeiro enquanto tal.

Cláudia Silva falava em declarações à Inforpress, por ocasião do Dia Internacional da Enfermagem que hoje se assinala, sob o lema “Investimento na enfermagem e respeito aos seus direitos para garantir a saúde global”.

Segundo a enfermeira-chefe, a crise sanitária provocada pela pandemia da covid-19 veio despertar na classe a importância, cada vez mais, do seu papel na sociedade, e como lidar com situações adversas e imprevisíveis.

“O despoletar da pandemia foi um momento de muita exaustão, medo… mas que ajudou os profissionais da saúde a habilitarem-se, a capacitarem-se, e a saber lidar com situações nunca imagináveis, imprevisíveis. Agora a situação está mais suave, e aprendemos muito”, contou.

Cláudia Andrade lamenta, entretanto, o facto de muitos enfermeiros recrutados para ajudar, dar resposta às demandas da covid-19, terem sido conotados como “enfermeiros da covid”.

“Os enfermeiros que foram contratados no âmbito da covid-19, sendo chamados de enfermeiros da covid, sentem-se melindrados com essa conotação, compreendendo que são enfermeiros iguais aos outros, e não apenas de assistência à covid-19, pelo que pedem melhor sensatez e respeito”, desabafou a chefe dos enfermeiros da Delegacia da Saúde no Sal.

Este ano sob o lema “Uma voz para Liderar, investimento na enfermagem e respeito aos seus direitos para garantir a saúde do planeta”, Cláudia Andrade diz que há de se “valorizar a transformação e importância dos profissionais de Enfermagem, particularmente nos últimos anos”.

“Seja na promoção, prevenção, tratamento e reabilitação. Reflectir-se a forma como os profissionais de enfermagem actuaram, dedicaram de forma exaustiva ao longo da pandemia de covid 19”, comentou.

“Trabalharam na linha de frente, expostos ao vírus, e incansáveis, enfrentaram jornadas exaustivas de trabalho, permaneceram dias e mais dias longe das suas famílias, seus lares, enfrentaram ataques públicos e continuam a ser desvalorizados”, desabafou.

Parafraseando Florence Nightingale, Cláudia Andrade cita que a enfermagem é uma arte, e para realizá-la como arte, requer uma devoção “tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor”.

“Pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se- ia dizer, a mais bela das artes”, ilustrou.

Considerando que a enfermagem é uma “profissão louvável”, Cláudia Andrade compreende que as pessoas que escolheram essa área devem dedicar-se à profissão “com amor” já que a lidar com vidas humanas, onde uma palavra de conforto e carinho, conforme calcula, ajuda a superar a moléstia.

“Cuidar do próximo, numa entrega incondicional, é uma missão que reforça o profissionalismo e engrandece o lado humano”, enfatizou.

O Dia 12 de Maio comemora-se mundialmente o Dia da Enfermagem e o Dia do Enfermeiro, em homenagem a Florence Nightingale, marco da enfermagem moderna no mundo e que nasceu em 12 de maio de 1820.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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