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Ilha do Sal: Encontro Nacional de Técnicos do ICCA avalia instrumentos para redefinir estratégias de actuação

 

Espargos, 22 Nov (Inforpress) – A Biblioteca Municipal, na ilha do Sal, acolhe o 2º Encontro Nacional de Técnicos do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) para avaliar o Plano de Actividades de 2017, capacitar os delegados e redefinir estratégias de actuação.

Participam neste encontro que decorrerá durante três dias na ilha, 26 técnicos do ICCA que se espera saírem munidos de ferramentas visando a prestação de um melhor serviço, nomeadamente na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes.

O terceiro dia dos trabalhos que resultam de uma parceria com o Sistema das Nações Unidas – Agência da UNICEF, deverá realizar-se na cidade de Santa Maria, na antiga Escola Kim Barbosa, onde será inaugurado o Centro de Intervenção Socioeducativo (CISE), seguido de uma conferência versando o tema “Turismo e sua Implicação nas crianças e adolescentes: Abuso e exploração sexual, mendigagem, álcool e outras drogas.

Considerando o encontro de “extrema” importância a presidente do ICCA, Maria José Alfama, disse em declarações à Inforpress, que esta reunião permitirá cada um ter a consciência do que se lhe pede e os resultados que o ICCA espera que cada delegado também alcance.

Ciente das necessidades que se prendem, nomeadamente como o reforço institucional, questões relacionadas com a capacitação, especialização dos recursos humanos, entre outras fragilidades, Zezinha Alfama aponta, entretanto, que o maior desafio é fazer entender que as crianças são, em primeiro lugar, da família – que deve cumprir o seu papel -, da escola e da comunidade em geral.

“Espera-se muito do ICCA mas as crianças são de todo o mundo. E essa rede de protecção deve ser cada vez mais reforçada”, frisou, apontando que na ilha do Sal, particularmente, a preocupação maior tem a ver com o impacto do turismo na vida das famílias, mas sobretudo das crianças e dos adolescentes.

“Há fenómenos que nos preocupam… há a questão da mobilidade das famílias em direcção a Boa Vista e Sal, e nessa sequência preocupam-nos o facto de as crianças estarem a maior parte na rua e não ter quem acompanhá-las. Portanto, a questão da negligência, a par da mendigagem, e do turismo dito sexual. Estamos preocupados porque não tem havido denúncias nesse sentido, porém, há relatos”, lamentou.

Segundo Zezinha Alfama é possível reverter esse quadro, já que Cabo Verde é um país pequeno, onde todos se conhecem, e numa acção concertada com a Policia Nacional, Judiciária, mas também com os empreendedores e agentes do turismo nestas ilhas (Sal e Boa Vista), pode-se criar uma rede para pôr cobro à situação.

Desenvolvimento Sustentável – ODS (2030), na Promoção e Defesa da Criança e do Adolescente em Cabo Verde – NU/UNICEF; Novas Estratégias de Intervenção do ICCA, junto às famílias das Crianças/Adolescentes em situação de Risco; Princípios e Modelos de Gestão; Liderança, foram, de entre outros, algumas matérias tratadas durante o dia de hoje.

SC/FP

Inforpress/Fim

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