Ilha do Sal: Eleitos municipais subscrevem preocupações de munícipes e pedem iminente actuação camarária

 

Espargos, 13 Out (Inforpress) – Os eleitos municipais na ilha do Sal, subscrevem preocupações de munícipes e pediram hoje iminente actuação camarária, visando a melhoria da qualidade de vida dos salenses, durante os trabalhos da V Sessão Ordinária da Assembleia Municipal (AM).

Foi uma manhã plena de preocupações, colocadas no período antes da ordem do dia dedicado aos munícipes, destacando-se, entre as inquietações corroboradas pelos eleitos, tanto da bancada do PAICV (oposição) como do MpD e UCID, a poluição sonora, a insegurança, questões relacionadas com obtenção de lote de terrenos, a situação do calçadão na via do aeroporto, do parque da Praça de Liberdade, do Mercadinho de Fundo d’Alvarina, entre outros.

No rol das preocupações os deputados acrescentam também, o estado da Escola de Arte Tututa, a degradação do liceu Olavo Moniz, a situação do posto de saúde de Santa Maria, venda de peixe no Pontão, – preocupação antiga -, lavagem de carros em plena cidade turística, proliferação de barracas naquela cidade, necessidade de transportes públicos urbanos, entre inúmeros desassossegos.

Luísa Ramos, da bancada do Movimento para a Democracia (MpD), manifestando preocupação sobre os diferentes prolemas levantados, pede especial atenção à situação da Escola Tututa, com vista a sua reparação e conservação.

“A Escola Tututa não está em boas condições. Espero que a Câmara Municipal se empenhe na sua requalificação para o bem da nossa juventude e nossa ilha”, apelou a eleita municipal, que intima também à construção de um Mercado Municipal à altura da Cidade dos Espargos.

Conceição Fortes, da bancada do PAICV e vice-presidente da mesa da AM, disse, numa só palavra, que o problema em Santa Maria é “catastrófico”, particularmente no que diz respeito à posição do posto de saúde local.

“Neste particular, Santa Maria está numa situação de emergência. Há que fazer alguma coisa”, expôs.

Para o único deputado da UCID, Luís Delgado, os munícipes querem respostas, as objecções devem ser traduzidas em “acção, solução para os dilemas”.

“Gostaríamos de saber o que a câmara pensa sobre essas situações tendo em conta o plano de actividades para 2018”, disse, Luís Delgado.

Perante as inquietações, o edil Júlio Lopes, admitindo que o Sal tem, de facto, vários problemas, assim como acontece em “várias paragens do mundo”, aponta, entretanto, que alguns são de soluções a curto, médio e longo prazos.

“Ou fazemos tudo ou fazemos parte. É uma opção. As coisas estão a mudar. Estamos a trabalhar no sentido da melhoria da qualidade de vida da população. Mas as coisas não acontecem por magia. Tudo a seu tempo. Até o final do mandato Sal vai ser uma ilha aprazível, diferente para melhor. Vamos cumprir o plano de actividades na sua totalidade”, garantiu.

“E a nossa prioridade é a habitação e a juventude. Não é só conversa. Está no orçamento e vamos cumprir”, acreditou, apontando, por exemplo, que quem vê Santa Maria hoje não vê Santa Maria de há nove meses atrás.

O segundo período da sessão de trabalhos que se estendeu até depois das duas da tarde foi dedicado ao debate da proposta do plano de actividades e do orçamento da Câmara Municipal, referentes ao ano de 2018.

Os trabalhos prosseguem esta tarde com continuação do debate da proposta do orçamento e outros itens.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

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