Ilha do Sal: Eleitos municipais pedem maior fiscalização camarária para garantir melhores condições de vida às populações

Espargos, 19 Dez (Inforpress) – Os eleitos municipais na ilha do Sal pediram hoje, durante a VI sessão ordinária da Assembleia Municipal, maior fiscalização e actuação camarária visando garantir melhores condições e qualidade de vida às pessoas.

Estas manifestações vêm na sequência de intervenções dos munícipes antes do período da ordem do dia, os quais voltam à carga com queixas antigas, nomeadamente sobre poluição sonora – situação que vem perturbando o sossego e tranquilidade das pessoas, sobretudo na cidade de Santa Maria -, saneamento, segurança, entre outras inquietações.

Nuno Lopes, líder da bancada do Movimento para a Democracia (MpD – situação), disse comprovar “com satisfação” algumas mudanças a nível do saneamento, particularmente no que respeita ao ambiente, à limpeza urbana.

“Não podíamos ficar indiferentes à questão do saneamento, limpeza urbana, à organização do aterro, da zona de deposição de lixo de Morrinho Carvão e Morrinho de Açúcar… Temos que parabenizar a câmara pelo engajamento, esforço, por tudo o que fez a esse nível”, exteriorizou, o deputado, aplaudindo a colocação de mais e novos contentores na ilha.

Luís Delgado, deputado da UCID (oposição), apresentando, também, algumas preocupações, nomeadamente a deficiente fiscalização, exploração infantil, o aumento da venda ambulante, a “péssima” pavimentação da estrada de acesso às salinas de Pedra de Lume, o abandono da única escola da localidade, destacou, entretanto, as melhorias “consideráveis” de requalificação urbana naquela povoação piscatória.

“Durante muitos anos, décadas, Pedra de Lume nunca conheceu desenvolvimento. Nesse momento tem iluminação pública, calcetamento e fitness parque, água, aguardando também um campo de futebol relvado, conforme prometido durante campanha”, referiu.

Já Kátia Carvalho, líder da bancada do PAICV (oposição), que por sua vez, coloca, também, alguns desassossegos, insiste em chamar atenção à equipa camarária no sentido de fazer valer a fiscalização, a aplicação, na prática, do Código de Postura Municipal.

“Creio que já devemos estar num outro patamar. Já devemos estar na questão da punição. Se a autoridade municipal continuar a permitir que determinados comportamentos se tornam normas… não vamos a sítio nenhum. Temos que implementar o código na sua totalidade, sobretudo começar a punir para ver se, efectivamente, conseguimos uma mudança de atitude e comportamento”, frisou.

A VI sessão ordinária da Assembleia Municipal do Sal, a última deste ano, dura até quarta-feira com outras matérias em debate, destacando-se o Orçamento rectificativo do ano 2017, e Regulamento de disposição de lotes de terrenos para construção.

SC/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos