Ilha do Sal: Donas de casa e operadores económicos defendem maior valorização dos pescadores

Espargos, 05 Jan (Inforpress) – Donas de casa, pequenos e médios operadores económicos, na ilha do Sal, consideraram hoje, no âmbito da celebração do Dia dos Pescadores, que os marítimos deveriam ser mais valorizados tanto pelos governos, central e local, como pelas comunidades.

Hoje, 05 de Fevereiro, assinala-se o Dia dos Pescadores, e durante uma ronda pela cidade e visita ao cais da Palmeira, os operadores económicos, e algumas donas de casa abordados pela Inforpress, parabenizam esses “corajosos” homens e mulheres do mar que, diariamente, encaram as ondas, colocando em risco a própria vida para trazer o pescado à mesa das famílias.

“A classe dos pescadores deveria ser mais valorizada. Se pensarmos bem, esses homens que trazem o peixe fresco à mesa dos cabo-verdianos, levantam-se bem cedo para a faina, enfrentando o mar, o perigo, enquanto nós outros estamos deitados na nossa cama”, reflecte Dina, uma dona de casa que, coincidentemente, no momento da reportagem se encontrava no local à procura de peixe.

Entretanto, reflectem outros, que se por um lado os pescadores estão de parabéns pela celebração do dia, por outro constituem algum motivo de preocupação, porque, conforme ponderam, a pesca artesanal é o “parente pobre” em Cabo Verde, já que uma profissão que mais exige sacrifícios, com mais risco de vida, porém “menos” reconhecida.

“Na verdade, quando pedimos para nos fazerem um batimento no preço do peixe… esquecemos do trabalho árduo, das condições e do risco que correm quando vão para a faina. E se repararmos, por todo esse sacrifício, não conseguem mudar o seu nível de vida, labutam para o básico, o necessário”, exterioriza outra dona de casa.

A ausência de políticas direccionadas para estes profissionais é outra inquietação, não obstante, “de vez em quando”, uma ou outra associação, governante, oferecer malas térmicas e algum material de pesca.

“Julgo que os pescadores precisam de outro tipo de atenção, equipamentos que lhes permita melhor segurança no mar…”, referem uns e outros, observando a necessidade de o Governo preservar nos acordos de pesca que faz com a União Europeia, os interesses dos pescadores cabo-verdianos, já que prejudicados pelas grandes embarcações de pesca nas nossas águas.

Apesar de vários lamentos e constrangimentos, o Dia dos Pescadores não passa em branco, no Sal, tendo os marítimos de Santa Maria, desenvolvido, no domingo, um leque de actividades, desde jogo de ringue, cartas, entre outros entretenimentos, segundo o presidente da respectiva associação, Jorge Mariano.

E, logo à tarde, disse, vão se reunir na Casa dos Pescadores da localidade para fazer o relato das celebrações.

 

Já na Palmeira a Inforpress não conseguiu chegar à fala com o presidente da Associação de Pescadores, João Diniz, mas entre reclamações da falta de materiais para fazer face às necessidades dos pescadores, pedido de mais apoio e atenção do Governo no sentido de amparar a classe…  os marítimos alegram-se por esse dia a eles consagrado, assinalando a data também com um almoço convívio, hoje, na Casa de Pescadores.

SC/FP

Inforpress/Fim

 

 

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