Ilha do Sal: Delegado de Saúde volta a encorajar as pessoas para a dádiva de sangue

 

Espargos, 28 Jun (Inforpress) – O delegado de Saúde no Sal, José Rui Moreira, voltou hoje a exortar as pessoas a serem dadores já que todos e qualquer um é susceptível de um dia vir a precisar de sangue.

Passada a celebração do Dia Mundial do Doador de Sangue, assinalado a 14 de Junho, José Rui Moreira insistiu nessa sensibilização, durante conversa à Inforpress, visando despertar nos indivíduos essa consciência e necessidade, por forma a manter um abastecimento seguro e suficiente de sangue, permitindo salvar vidas a nível nacional.

Incitando que a dádiva de sangue deve ser feita ao longo do ano e não apenas por ocasião da celebração da efeméride, explicando todo o processo e triagem, José Rui Moreira disse que não há que ter medo ou apreensão quanto à doação já que é “simples e benéfica”.

“Sangue é uma substância que nenhuma indústria a nível mundial é capaz de fabricar. A fábrica é os nossos ossos. Quando damos sangue volta a renovar. Assim, ciente que qualquer um de nós poderá algum dia vir a necessitar – ninguém está livre disso -, apelo às pessoas a essa dádiva. Se não dermos quando precisamos podemos não ter a sorte de ter”, acautelou o médico/delegado.

O delegado aclarou que dentro dos ossos há uma substância denominada medula ou “tutano” como conhecido no crioulo, que produz células sanguíneas, particularmente globos vermelhos, que se precisa mais para a transfusão.

“Todos os dias o nosso corpo produz e destrói um pouco de sangue. Mas quando damos sangue – onde se colhe mais ou menos 400 ml -, momentos depois o organismo repõe toda a quantidade de líquido nas veias, uns dias depois as células vão se formando, ficamos bem, continuando saudáveis”, esclareceu.

Reiterando que qualquer um pode ser dador, o responsável da saúde local conclui dizendo, que todos devem contribuir com a sua dádiva desde que goze de boa saúde, tenha hábitos de vida saudáveis e idade compreendida entre os 18 e 60 anos.

Os tipos de sangue que existem são A, O, que são os mais comuns, AB e B, que são mais raros.

Segundo os entendidos da matéria as pessoas com sangue do tipo O podem doar sangue para qualquer pessoa, mas só podem receber doações de pessoas com o mesmo tipo de sangue.

Por outro lado, as do tipo AB podem receber sangue de qualquer pessoa, mas só podem doar para pessoas com o mesmo tipo sanguíneo.

Já indivíduas com sangue do tipo A podem doar apenas para outras do tipo A ou tipo AB, assim como as do tipo B só podem doar para B e AB.

Explica-se ainda, que para além dos tipos de sangue, existe o factor RH, que determina se o tipo de sangue é positivo ou negativo e influencia na compatibilidade sanguínea.

Assim, pessoas com sangue positivo podem receber de pessoas com qualquer RH, mas só podem doar para outras com sangue positivo, enquanto que, se o sangue tiver RH negativo, podem doar para pessoas com sangue positivo ou negativo, mas só podem receber negativo.

SC/CP

Inforpress/Fim

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