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Ilha do Sal: Delegado de Saúde apela população a colaborar no combate à proliferação de mosquitos

 

Espargos, 30 Jun (Inforpress) – A Delegacia de Saúde na ilha do Sal já está no terreno para dar início à campanha de luta anti larvar, no âmbito das actividades de prevenção e combate das doenças que surgem durante a época das chuvas.

O delegado de Saúde, José Rui Moreira que apela à colaboração da população no combate à proliferação desses insectos, na ilha, assegurou hoje em declarações à Infopress que o trabalho de luta anti-vectorial está sendo feito através de colocação de abate e produtos químicos nos pontos focais, nas áreas de domínio público.

Este ano, a enfrentar “um grande” problema a nível de transporte das equipas para o terreno, já que, conforme disse, as viaturas, tanto da Câmara Municipal – parceira nestas lides -, como da Delegacia estão avariadas, a solução será alugar um carro para o efeito, facto que poderá causar alguns constrangimentos.

Não obstante o contratempo, garante que todos os esforços serão desenvolvidos no sentido de “tratar” as zonas e impedir a proliferação de mosquitos nas localidades, cuja actividade, entretanto, só será bem conseguida com a colaboração de toda a população.

Além do trabalho anti-larvar, José Rui Moreira disse que uma outra preocupação tem a ver com o problema de lixo na ilha, pelo que apela à população, especialmente, a Câmara Municipal e a Salimpa, a concorrerem no sentido de manter o ambiente limpo.

“As pessoas já estão a queixar-se de mosquitos antes da chegada das chuvas. Daí que apelamos a colaboração de todos no sentido de evitarem recipientes, vasilhas que possam acumular água, bem como a ter cuidado com o lixo, dentro e fora das nossas casas”, referiu, solicitando as pessoas a fazerem campanha de limpeza nas suas comunidades.

Segundo a mesma fonte, “pequenas coisas”, desde uma casca de ovo, tampa de cerveja, pneus, a um bidão, são propícios para acumulação de água e reprodução de mosquitos, neste caso o aedes aegypti, um mosquito urbano, que se desenvolve em águas paradas, transmissor da dengue, febre amarela, zika e chico ingúnia.

“As pessoas têm que ter esta consciência, a Câmara Municipal e a empresa Salimpa devem também aumentar, intensificar a recolha de lixo urbano permitindo um ambiente limpo, e evitar assim, a proliferação de mosquitos na ilha”, ponderou.

“Há lixo acumulado por todo o lado. Vimos contentores vazios e a volta dos mesmos, cheio de lixo. Isso não pode ser. As pessoas têm de abandonar esse mau hábito (…), mudar de atitude e comportamento em prol de uma cidade, uma ilha mais limpa. Cada um deve fazer a sua parte para que tenhamos menos lixo e mosquitos no Sal”, observou o delegado.

Lembrou ainda que já se entrou no período das chuvas, razão por que aproveita para chamar atenção quanto à prevenção das doenças diarreicas, propícias da época quente, particularmente em crianças e idosos.

SC/FP

Inforpress/Fim

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