Ilha do Sal: Delegacia de Saúde passa localidades a “pente fino” visando anular a propagação de mosquitos

 

Espargos, 04 Out. (Inforpress) – A Delegacia de Saúde na ilha do Sal tem levado a cabo um “árduo” trabalho no terreno para dar combate à infestação de mosquitos, pelo que volta a exortar a cooperação da população nesse sentido.

O delegado de Saúde, Rui Ramos, explicou hoje em declarações à Inforpress que uma equipa sanitária conjuntamente com a Câmara Municipal do Sal vem desenvolvendo no terreno acções de colocação de abate, pulverização e drenagem de água em várias áreas e localidades da ilha, no sentido de anular a propagação desses insectos.

Apontando que já se registou uma considerável diminuição de mosquitos, apesar disso, o responsável da Saúde local insiste em chamar a atenção das pessoas, no sentido de tomarem cuidado com reservatórios, vasilhas… tudo o que possa favorecer, dentro e fora das habitações, o desenvolvimento das larvas e mosquitos.

No âmbito das actividades de prevenção e combate das doenças transmitidas por mosquitos, o trabalho de luta anti larvar vai ter continuidade, passando a “pente fino”, diz o delegado, todas as casas e localidades de Santa Maria, Espargos, Pedra de Lume e Palmeira, também restaurantes e outras áreas.

O trabalho de abate e pulverização, segundo o delegado estende-se também a pardieiros, arredores dos hotéis, estrada de Santa Maria, zonas com maior foco de mosquitos.

“Tem sido um trabalho intenso, pelo que apelamos à população a se mostrar sensível ao problema por forma a podermos eliminar os mosquitos no Sal”, exortou o médico, explicando que esses insectos reproduzem com facilidade.

Elucida que uma fêmea de mosquito vive cerca de 30/35 dias, mas deixa três mil ovos, dos quais, a cada dez dias, se reproduzem em novos mosquitos.

E, se metade for fêmea, disse, é só fazer as contas para ver a quantidade de mosquitos que se desenvolve em pouco tempo.

“Mas se o mosquito não encontrar onde pôr os ovos intoxica-se e morre. Por isso a população deve acautelar-se de modo a não deixar nenhum recipiente exposto com água. Deve mantê-los limpos e tapados. Todos têm que lutar contra a proliferação de mosquitos, dentro e fora de casa, na vizinhança (…), atalhar todos os objectos que acumulam água”, recorreu.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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