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Ilha do Sal: Crianças dos agrupamentos escolares debatem preocupações que vivenciam e as inquietam (c/áudio)

Espargos, 20 Nov. (Inforpress) – Alunos dos agrupamentos escolares, no Sal, encontram-se reunidos durante o dia de hoje, num fórum infanto-juvenil, para reflectirem sobre as questões que os preocupam, e juntos de uma equipa técnica multidisciplinar tirar dúvidas, apresentar sugestões e propostas.

Hoje, o Salão Nobre dos Paços do Concelho acolheu figuras diferentes, alunos dos agrupamentos da Escola Básica e Secundária Olavo Moniz (EBSOM), e do Complexo Educativo Manuel António Martins (CEMAM), para participarem no fórum infanto-juvenil, no âmbito do Dia Internacional dos Direitos das Crianças e o 32° aniversário da Convenção Sobre os Direitos da Criança (CDC).

O evento é promovido pelo Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), o Ministério da Educação e parceiros, como forma de “estimular e incentivar” a participação da criança e do adolescente em acções e decisões que dizem respeito à sua protecção e desta forma contribuírem para o desenvolvimento do País.

Com base nas preocupações das crianças, estarão neste fórum, quatro painéis em reflexão, que se entende pertinentes, entre eles, a qualidade do ensino na ilha do Sal, a saúde mental da criança e do adolescente, a educação parental, o abuso sexual de menores: nova legislação sobre o Código Penal.

Ao usar da palavra, o aluno Alexandre Rodrigues, em representação dos colegas do CEMAM, ponderou o facto de à semelhança de outros países, em Cabo Verde, mais propriamente no Sal, as crianças enfrentam desafios que põem em causa os seus direitos e consequentemente o seu bem-estar.

“Para resolver esses desafios é então necessário, procurar soluções que nos respondam prontamente, sem nunca colocar em risco os direitos das crianças”, observou, referindo-se sobre as matérias em debate nos diferentes painéis.

Alexandre Rodrigues concluiu, destacando o lema da sua escola que diz: “A criança pode ter todos os direitos, mas se não tiver amor não tem nada”. 

Por sua vez, Melissa Cardoso, representante dos alunos do Olavo Moniz (ESBSOM) considerou, na sua reflexão, que amparar as crianças é apostar no futuro da Nação.

“Mas não podemos mudar o futuro se não cuidarmos das nossas crianças. De facto, ao longo desses tempos têm-se trabalhado muito em prol das crianças, mas ainda não é o suficiente. Precisamos de leis mais rigorosas que protejam, na íntegra, todos os nossos direitos”, enfatizou. 

A delegada do ICCA aproveitou a ocasião para exortar as pessoas a denunciarem situações de violação dos direitos da criança através do disque denúncia 8001020 ou 132, porque, conforme frisou, denunciar não é crime, mas sim um dever cívico e um direito de participar na protecção das crianças contra qualquer forma de violação dos seus direitos.

Os participantes esperam que este fórum traga mais soluções que influenciarão nas políticas de protecção das crianças e adolescentes, abrindo caminho para a felicidade dos mesmos.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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