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Ilha do Sal: Coordenadora do ICCA preocupada com situação de crianças na rua mesmo sem turismo e turistas (c/áudio)

Espargos, 30 Dez. (Inforpress) – A coordenadora do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), no Sal, manifesta-se preocupada com a situação de crianças na rua, mesmo sem turismo e turistas, questão que a seu ver tem que ser “profundamente” analisada.

Queila Soares, que falava em entrevista à Inforpress, disse que a situação da criança na rua, na ilha do Sal, deve ser analisada, porque sempre se acreditou que o turismo era o motivo que mais levava, estimulava as crianças para a vida de mendigagem, além de outras questões associadas, mas a presente conjuntura vem mostrar o contrário.

“Com essa situação de pandemia a que vivenciamos, percebemos que afinal o turismo não é o único ou o real motivo que leva as crianças para a rua, mas também questões ligadas à negligência familiar e situação de pobreza. Já propomos, inclusive, um estudo sobre a matéria”, sublinhou.

Actualmente sem turismo e sem turistas, a responsável disse que a situação preocupa, uma vez que se verifica um número considerável de crianças na rua, na sua maioria do sexo masculino, havendo também meninas, embora em menor expressão.

“Não tenho presente a quantidade exacta de meninos de e na rua, neste momento, mas a realidade actual nos preocupa e desagrada, pelo que leva a suscitar uma análise profunda da situação”, reiterou, acrescentando, no entanto, que a instituição já vem lidando e trabalhando o problema junto dos serviços da justiça, em situações mais graves, uma vez que os seus comportamentos conduzem-nos muitas vezes à delinquência.

“Aí, necessitando de medidas tutelares, a nível da justiça. Mas vimos trabalhando junto das famílias também, das mais necessitadas, junto com outros serviços na ilha”, informou, reprovando, porém, comportamentos negligentes por parte da família, que permite a estadia das crianças na rua.

Um dos comportamentos negligentes, conforme explicou, prende-se em se estribar nas crianças para apoiar no rendimento familiar, isto é, na venda de pastéis, por exemplo, ou outros produtos, deambulando pelas diferentes artérias da cidade, com a justificação de que os tempos estão difíceis, então têm que ajudar.

“Temos escutado isso. São situações que nos levam a questionar se realmente é o turismo que coloca, estimula as crianças para a rua, ou outras razões, (…) quanto mais não seja, devido ao contexto, as crianças têm mais tempo livre, permanecendo muito mais tempo ainda na rua”, observou em tom de preocupação, já que muitas delas são reincidentes.

“Continuamos a trabalhar, analisando alternativas diversas, inclusive já tivemos casos com medida tutelar na qual as crianças foram retiradas das famílias devido a comportamentos negligentes, enquanto outras em situação de rua”, referiu.

Em tom de lamento, Queila Soares conta que menos Pedra de Lume, mas mesmo assim, conforme disse, encontra-se uma ou outra situação, toda a ilha, Espargos, Santa Maria, Palmeira, deparam-se com situações de crianças na rua.

Tendo em conta que se a criança está na rua é porque algo a leva para ali, Queila Soares concluiu fazendo um apelo às pessoas no sentido de não darem dinheiro aos meninos, antes procurarem outras formas de as auxiliar, de forma a minimizar a problemática.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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