Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Ilha do Sal: Coordenadora do ICCA “preocupada” com número de crianças a passar por stress, depressão e ansiedade (c/áudio)

Espargos, 23 Set (Inforpress) – A coordenadora do Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente (ICCA), no Sal, manifestou-se hoje “preocupada” com o “número significativo” de crianças a passar por situações de stress, depressão e ansiedade.

Queila Soares manifestou esta inquietação à Inforpress, à margem de uma acção de formação em educação emocional e saúde mental das crianças e adolescentes, promovida pelo ICCA, no âmbito do projecto “Saúde mental do adolescente – informar para prevenir”.

“É uma situação preocupante. Temos tido muitas situações de stress, depressão, ansiedade, adolescentes com problemas comportamentais, envolvendo-se com substâncias tóxicas, drogas e álcool, com problemas familiares (…), cenário que nos mostra a realidade da ilha, e nos preocupa muito”, exteriorizou Queila Soares.

Neste sentido, a coordenadora disse compreender que todo um trabalho deverá ser desenvolvido na prevenção para evitar que crianças e adolescentes cheguem a situações de doença e dependência, mormente na ilha do Sal, onde, conforme salientou, há poucos recursos a nível de serviços de atendimento na área da Psiquiatria, Psicologia e diversos outros serviços de saúde, mas também a nível de outras instituições, educação, escolas e organizações que lidam directamente com crianças.

Segundo a coordenadora do ICCA, os problemas de depressão, stress e ansiedade por que passam algumas crianças e adolescentes na ilha do Sal são provocados por situações de violação dos seus direitos, designadamente regulação do exercício do poder paternal, pensão de alimento, maus-tratos, abuso sexual, conflitos familiares e negligência, ocorrências que desencadeiam “emoções fortes” e que mentalmente “afectam e prejudicam” a criança e o adolescente.

Sem apresentar dados estatísticos concretos, Queila Soares disse, entretanto, que o ICCA atende uma média de 30 a 50 casos, mensalmente, de crianças e adolescentes com problemas de vária ordem.

“Diariamente temos situações do tipo, e isso preocupa-nos bastante. Mas a nível de outros serviços temos também conhecimento da existência de problemáticas ligadas à criança, de violação sexual, maus-tratos, negligência, abandono, situações que acabam afectando o psíquico da criança”, lamentou, questionando que os meninos procuram ou vão para a rua, porque “são vítimas na própria casa, na própria família”.

“Ir para a rua é uma forma de aliviar o sofrimento que vivenciam em casa. É uma realidade clara, e essa criança precisará de atendimento e seguimento, e muitas vezes há necessidade do afastamento do seu ambiente familiar, de residência, o que, por sua vez, poderá vir a desencadear outros conflitos internos e a nível de saúde mental. Daí a importância de trabalharmos precocemente na prevenção”, explicou.

Queila Soares aproveitou para pedir estabilidade familiar, atenção, amor e carinho aos filhos e à criança, “aspectos fundamentais”, reforçou, para um crescimento saudável de uma criança, “por mais que sejam mínimas as condições financeiras”.

“Pensar na criança como prioridade absoluta. Todos devemos unir visando uma mais e melhor atenção às nossas crianças e adolescentes”, enfatizou.

 

SC/AA

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos