Ilha do Sal: Concelho sem registo de casos de paludismo neste momento, diz delegado de Saúde

Espargos, 25 Abr (Inforpress) – O delegado de Saúde, no Sal, disse hoje que neste momento não há registos de casos de paludismo no concelho, e o apelo continua no sentido da consciencialização e combate em relação às doenças provenientes da acção do mosquito.

José Rui Moreira falava em declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Mundial de Luta contra o Paludismo, assinalado anualmente a 25 de Abril, com vista a chamar a atenção da comunidade internacional para esta doença e os seus efeitos devastadores nas famílias, nas comunidades e no desenvolvimento da sociedade, especialmente na África Subsariana.

Embora a ilha do Sal, conforme disse, não ter o mosquito Anófeles transmissor da doença, José Rui Moreira referiu que a equipa sanitária local está no terreno diariamente, desenvolvendo as suas actividades de luta anti-vectorial, já que a ilha tem muitas zonas que produzem poças de água, consequentemente mosquitos.

“Embora todos os anos fazemos estudos, não temos descoberto o mosquito transmissor do paludismo, doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anófeles, tendo, entretanto, mosquitos transmissores da dengue, chikungunya, zika, e febre-amarela, caso houver alguém com essas doenças”, explicou o médico, referindo que o Ministério de Saúde lançou hoje na cidade da Praia, a campanha “Zero Paludismo Começa Comigo”, no âmbito da efeméride.

Esta campanha tem como propósito promover o engajamento político, social e comunitário do País na luta contra o paludismo rumo à sua eliminação em Cabo Verde, onde participaram o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, e representante da OMS, embaixador da campanha.

Segundo aquele responsável, a “grande preocupação” tem que ver com a deslocação de pessoas que viajam em missão de serviço ou em negócio para o continente, as quais, conforme aconselhou, deverão ter algum cuidado, fazer uma consulta antes de viajarem para ver se têm a vacina contra a febre-amarela, também tomar um comprimido de profilaxia contra a doença.

Salientando que Cabo Verde há 4 anos não regista nenhum caso de transmissão local, José Rui Moreira disse, contudo, que por ser transmitido pela picada do mosquito, a melhor forma de prevenção consiste em evitar ser picado, através de medidas como o uso de repelente, colocação de protecções nas janelas, mosquiteiros, por exemplo.

“Temos poucos diagnósticos de paludismo na ilha, não passa de dois casos por ano, mas importados. A nossa grande luta é descobrir a doença atempadamente para evitar complicações maiores nas pessoas infectadas. No ano passado tivemos um caso importado, mas este ano, até este momento, não registamos nenhum”, anotou.  

O Dia Mundial de Luta contra o Paludismo, assinala-se a 25 de Abril, este ano sob o lema “Reduzir o fardo do Paludismo e salvar vidas” cujo propósito é incutir, ao mais alto nível, que os investimentos para acabar com o paludismo salvam vidas e são um caminho para melhorar o crescimento económico e se preparar para futuras ameaças à saúde, visando alcançar o mundo seguro.

O paludismo é uma doença curável e com um grande potencial preventivo, mas apesar dos progressos significativos alcançados continua a ser um fardo para muitos países.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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