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Ilha do Sal: Comunidade muçulmana não celebra Páscoa, mas guarda sexta-feira como grande dia

Espargos, 19 Abr (Inforpress) – A comunidade muçulmana, na ilha do Sal, não celebra a Páscoa, mas guarda sexta-feira da semana como sendo o “grande dia”, possibilitando aos muçulmanos residentes na ilha uma participação plena na rotina de oração semanal.

Se para os cristãos a Páscoa, também o Natal, são as principais festas religiosas, para os muçulmanos as duas maiores festividades são o Eid-ul-Fitr (Festa de Quebrar) e o Eid-ul-Adha (Festa do Sacrifício), conforme explicou hoje à Inforpress o padre Sylla.

A propósito das celebrações da Páscoa, abordado no espaço onde os muçulmanos se reúnem diariamente, que prefere chamar de igreja em vez de Mesquita, o padre Sylla, explicou que, assim como os cristãos guardam domingo, os muçulmanos conservam sexta-feira como o grande dia da semana, ocasião de maior participação e congregação dos muçulmanos em oração.

Com a ajuda de um outro muçulmano, que domina bem o crioulo, a Inforpress conseguiu ser esclarecido sobre o pensamento do padre Sylla, explicando que, se para os cristãos, católicos, nazarenos e outras igrejas evangélicas a Páscoa significa a ressurreição de Jesus Cristo, para os muçulmanos ela não existe devido ao facto de o Alcorão Sagrado revelar que Jesus jamais morreu, “tentaram matá-lo, mas Deus todo o poderoso O salvou da crucificação”.

O padre que está no Sal há dez anos, explica que o Eid-ul-Fitr se celebra no dia imediato ao fim do mês do Ramadão, dando início ao período de jejum dos muçulmanos, durante 30 dias.

“Eu sou o padre de todos os muçulmanos na ilha do Sal. Somos uma comunidade pacífica. Não temos nem causamos problemas. Aqui em Cabo Verde estamos bem. O bom muçulmano é um bom cidadão, integrado… Não nos sentimos incomodados, mas também devemos respeitar o povo e as leis do país acolhedor”, observou.

“Sexta-feira para nós é o grande dia, vamos rezar, pedindo a bênção divina sobre nós e todo Cabo Verde”, finalizou.

SC/FP

Inforpress/Fim

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