Ilha do Sal: Comandante de esquadra garante que casos de “caçu bodi” não põem em causa o sentimento de segurança

 

Espargos, 03 Mai (Inforpress) – O comandante de esquadra do Comando da 2ª Região da Polícia Nacional (PN) do Sal garantiu hoje que os denominados casos de “caçu bodi” não põem em causa o sentimento de segurança na ilha turística, já que “esporádicos”.

Gilson Tavares fez essas declarações quando abordado pela Inforpress sobre a situação da criminalidade na ilha, uma vez que ultimamente tem-se ouvido frequentemente queixas ou agitações no que tange, especialmente, a ocorrência de assaltos, o “caçú body”.

Estribando-se nos registos o comandante tranquiliza dizendo que não é caso para alarme já que esse tipo de delinquência tem acontecido “esporadicamente”, e que a PN tem trabalhado no sentido de controlar, reduzir e atacar os focos que põe em causa o sentimento da ilha em matéria de segurança.

“Comparado com o ano passado, as estatísticas indicam justamente o contrário. O que tem acontecido são casos esporádicos”, afiançou, informando, por outro lado, que houve, também uma diminuição a nível de crimes contra património (roubo e furtos), em cerca de 20 por cento.

“Quanto a crimes contra património, os indivíduos foram na sua maioria identificados. Por exemplo, este fim-de-semana, através de investigação, a polícia acabou por descobrir os autores, nalguns casos reincidentes, conhecidos da polícia. A ilha é pequena e os meliantes acabam sempre por ser descobertos”, apontou.

Segundo a mesma fonte, segundo a qual não é possível combater a criminalidade no seu todo, a polícia tem dado o seu melhor no sentido de garantir mais segurança e tranquilidade às pessoas reforçando, aos fins-de-semana, principalmente, a patrulha no terreno, tanto com pessoal fardado como à civil.

“Temos dado especial atenção às zonas consideradas críticas da periferia, designadamente, Chã de Matias e Chã de Fraqueza. O BAC tem estado também no terreno tendo no mês passado feito a preensão de uma quantia considerável de cocaína e pedra”, notou.

Quanto a “pequenos assaltos”, ou o denominado “caçú body”, a mesma fonte disse que são praticados, na maioria dos casos, por jovens com idade compreendida entre os 15 e 30 anos, ligados ao consumo de estupefacientes, bebidas alcoólicas, cujo produto dos assaltos é na sua maioria recuperado nos chamados “boca fumo”.

“Infelizmente a polícia não poderá estar em todos os lugares mas Sal continua a ser uma ilha segura. Não há que alarmar. A polícia está ciente, vigilante e muitas vezes a civil para controlar a situação no terreno”, reiterou.

Gilson Tavares apela as pessoas a continuarem com a mesma confiança e a colaborarem com a polícia, prestando, sob anonimato, “informações, pequenos detalhes” que, conforme disse, podem fazer “grande diferença” na resolução dos casos, através do 132.

SC/CP

Inforpress/Fim

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