Ilha do Sal: Autarquia e ICIEG analisam possibilidade de criação de centro de abrigo na ilha (c/áudio)

Espargos, 26 Jan (Inforpress) – A Câmara Municipal do Sal e o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) estão a analisar a possibilidade de criar um centro de abrigo para crianças vulneráveis e vítimas de Violência Baseada no Género (VBG).

Esta hipótese foi aventada hoje, pelo vereador da Coesão e Inclusão Social, Jocelino Cardoso, à margem do acto de abertura de uma formação na área de cuidados a idosos e pessoas portadoras de deficiência, fomentada pela ICIEG, que contou com a presença da presidente do instituto, Rosana Almeida.

Esta acção de formação dirigida a 18 mulheres na ilha do Sal tem a parceria da Direcção-Geral da Inclusão Social, Câmara Municipal do Sal e da Cruz Vermelha local.
Quanto à intenção da criação do centro de abrigo, Jocelino Cardoso explicou que a câmara, no quadro de “boa parceria”, quer, juntamente com o ICIEG, “seguir em frente” com esse projecto com vista à protecção e cuidados, principalmente a mulheres vítimas de VBG.

“A nossa parceria é no sentido de melhorar e reforçar as nossas acções, para que juntos, possamos também dar mais e melhores respostas para estes desafios que se nos apresentam dia após dia, mormente na presente conjuntura em que as dificuldades tendem a aumentar-se”, sublinhou.

Segundo o responsável camarário pela área da Coesão e Inclusão Social, enquanto não se concebe o projecto de edificação do centro de abrigo, de momento, vai-se adaptando ao arrendamento de um espaço para fazer face à precisão.

“O projecto de arquitectura já está concebido, o orçamento também está feito (…) agora, estamos na fase de fazer parcerias para a sua materialização”, clarificou, indicando que a casa de abrigo deverá localizar-se na zona norte da ilha onde, conforme disse, “há espaço suficiente” para a edificação da infra-estrutura.

“Será um espaço com dignidade, vai ter várias vertentes, nomeadamente a protecção das vítimas de VBG, das crianças que se veem violadas os seus direitos (…), daí a necessidade de se pensar bem a realização do projecto, para que possa ser materializado da melhor forma possível”, concretizou, referindo-se também a outro projecto para acolher os doentes mentais, pessoas com anomalias psíquicas.

“O projecto desde centro de acolhimento, tratamento e repouso das pessoas com anomalias psíquicas, tanto por causas naturais como provocadas pelo uso de estupefacientes, está planificado de modo a organizar a ilha nesse sentido, já que o problema traz desassossego, e põe em perigo a segurança e integridade física das pessoas”, concluiu Jocelino Cardoso.

SC/CP
Inforpress/Fim

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