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Ilha do Sal: Autarquia apresenta três maiores obras de Jorge Barbosa em homenagem ao poeta

 

Espargos, 23 Mai. (Inforpress) – A Câmara Municipal do Sal fez hoje a apresentação em facsimele das três maiores obras de Jorge Barbosa, designadamente “Arquipélago”, “Ambiente” e “Caderno de um Ilhéu”, em homenagem ao poeta, para assinalar os 115 anos de seu nascimento.

O evento, que se enquadra na Semana Jorge Barbosa, promovido pela autarquia, em parceria com a Livraria Pedro Cardoso e a Delegação do Ministério da Educação local, para lembrar, promover e valorizar o trabalho do poeta, foi presenciado pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que participa nessas actividades na qualidade de escritor e poeta.

Dissertando sobre o trovador, Jorge Carlos Fonseca estriba-se num texto que, conforme conta, escrevera sobre Jorge Barbosa, em 25 de Maio de 2002, para comemorar os cem anos do poeta, e que nunca chegou a lê-lo, porque como estava na Brava, por questões de ligação chegou atrasado ao colóquio.

Entretanto, volvidos 15 anos, eis que aproveita esta mesma nótula, “já que actual”, centrando-se em aspectos “muito particulares” da obra poética de Jorge Barbosa.

Após uma longa exposição, Jorge Carlos Fonseca definiu em poucas palavras: “Em Jorge Barbosa, é a poesia o lugar por excelência de onde se vê e se conhece o mundo”, enfatizou.

Ondina Ferreira, que também se associou a estas celebrações de homenagem para prestar tributo à memória de um dos considerados mais importantes poetas cabo-verdianos, partilhou, neste ambiente de cultura, a apresentação das três “importantes” colectâneas de poemas de Jorge Barbosa, sob forma de facsimele.

Ao dissertar um pouco sobre essas colectâneas, sendo Arquipélago – o primeiro, escrito em 1935 -, depois “Ambiente”, em 1941 e “Caderno de um ilhéu”, em 1956, Ondina Ferreira considerou que em “boa hora” essas obras foram reeditadas pela Livraria Pedro Cardoso.

“A contribuir de forma enriquecedora para que parte importante e essencial de um dos maiores, mais completos e autênticos monumentos poéticos inspirados e criados nestas ilhas atlânticas não seja votada ao esquecimento mas bem pelo contrário, seja lida e fruída pela geração actual, sobretudo por aqueles que apreciam uma boa poesia”, sublinhou.

Hoje, continuando a falar-se da poesia de Jorge Barbosa Ondina Ferreira explica isso, referindo-se, que se trata de uma poesia intemporal, que continua viva, cuja leitura provoca “ondas” de emoção, de um certo gozo estético e lírico.

Na sua intervenção, enquanto representante da Livraria Pedro Cardoso, Mário Silva manifestou a ambição de a livraria continuar a política de editar os clássicos cabo-verdianos.

“Tenho sido muito crítico em relação aos poderes públicos em Cabo Verde, nesta matéria, porque não têm dado a devida atenção à política do livro. Os dados oficiais dizem que o país gasta por ano quase um milhão de contos em festivais e não gasta cinco mil contos em livros”, lamentou em jeito de conclusão.

Jorge Vera Cruz Barbosa nasceu na ilha de Santiago a 22 de Maio de 1902, mas viveu e trabalhou vários anos no Sal, onde escreveu a maior parte das suas obras, e que constituem um “marco indelével” para a poesia cabo-verdiana.

SC/JMV

Inforpress/Fim

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