Ilha do Sal: A chave para a retoma da actividade económica está nas mãos dos salenses – PR (c/áudio)

Espargos, 19 Set. Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca asseverou, hoje, no Sal, que a chave para a retoma da actividade económica está nas mãos dos salenses e de cada habitante na ilha, colaborando com as autoridades sanitárias.

Jorge Carlos Fonseca fez essas considerações no final de uma visita de dois dias ao Sal, para tomar pulso da situação socioeconómica e epidemiológica na ilha, neste contexto de pandemia motivada pela covid-19.

Acreditando que a ilha está a preparar-se para a retoma da dinâmica turística, nesta conjuntura marcada pela covid-19, o mais alto magistrado da Nação disse, entretanto, que quem decide isso é a população se cumprir com as regras sanitárias.

“Se levar a sério e a peito todas as regras emitidas, uso de máscaras, distanciamento social, higiene pessoal… chegaremos mais rapidamente aos caminhos da normalidade. É fundamental a segurança sanitária, manter os níveis de propagação do vírus, o mais baixo possível”, enfatizou.

Jorge Carlos Fonseca, que nestas visitas pôde inteirar-se, mais de perto, das instalações sanitárias públicas e privadas, dos recursos e possibilidades dos serviços de saúde, locais, considerando o contexto que o país e o mundo enfrentam, reiterou que há que se trabalhar, ainda mais, para reduzir, prevenir, e se conter o risco de contaminação.

“Sobretudo, porque esta é uma ilha em que o turismo tem um peso tremendo, e vemos que a economia local está praticamente parada, os hotéis, a maioria dos restaurantes e bares em Santa Maria, estão fechados (…), e isso tem um impacto terrível na ilha, afectando todos os sectores”, ilustrou.

Por isso, disse ser “fundamental” que a ilha garanta “bons níveis” de segurança sanitária para que no mais curto espaço de tempo, possível, possa haver retorno do turismo, considerado a principal actividade económica da ilha e o motor do desenvolvimento do País.

Porém, dentro deste contexto de dificuldades, Jorge Carlos Fonseca aponta que pelas informações que dispõe do Governo, nomeadamente, acredita que há indicadores, “relativamente promissores”.

“Isto é, num espaço de tempo que não seja muito longo, possa retomar-se o corredor do turismo. Mas para concretizar, implica um bom esforço organizativo das autoridades nacionais e também locais, e implica conter a propagação da epidemia aqui no Sal”, ponderou.

Jorge Carlos Fonseca concluiu insistindo que, em “rigor”, a retoma da actividade económica, a melhoria das condições sociais e de vida das pessoas está “em grande medida nas mãos dos salenses”, sublinhou.

Cabo Verde regista, volvidos seis meses do aparecimento do primeiro caso na ilha da Boa Vista, 50 óbitos, 5.141 casos confirmados, dos quais 4.548 recuperados.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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