Ilha do Sal: 13 de Janeiro é realização de um sonho de várias gerações – eleita municipal do MpD

Espargos, 12 Jan (Inforpress) – A eleita municipal do Movimento para a Democracia (MpD), no Sal, Luísa Fortes, asseverou que 13 de Janeiro é a realização de um sonho de várias gerações que permitiu “várias liberdades”.

Luísa Fortes falava em entrevista à Inforpress, a propósito das celebrações do Dia da Liberdade e Democracia, assinalado a 13 de Janeiro.

“13 de Janeiro é de facto um marco histórico para a Nação cabo-verdiana, todas as ilhas estavam ávidas de liberdade e democracia. Foi a realização de um sonho porque muita gente não conseguiu viver em democracia”, sublinhou, parabenizando os diferentes actores, que de uma forma ou de outra, conforme disse, tornaram possível a democracia no País, a liberdade de escolha, liberdade económica, liberdade na comunicação, e “várias outras liberdades”.

Segundo Luísa Fortes, a efeméride é um marco histórico que “toda a gente” deve orgulhar-se, “obrigando” ao princípio das regras e valores, o que, conforme sublinhou, favorece o “desenvolvimento saudável”.

“Principalmente a ética. A sociedade cabo-verdiana vai ficando mais madura relativamente à democracia, mas temos um desafio que é o de promover maior participação da sociedade na vida cívica e política do País”, examinou, encarando, que a democracia é um processo inacabado, já que está sempre em construção.

“Foram mais de 500 anos de colonialismo… portanto não é em 30 anos que se vai consolidar a democracia. É todo um processo, com a participação da sociedade na vida política e cívica do País. O desenvolvimento acontece com a participação de todos”, reiterou.

Para a eleita municipal e líder da bancada do MpD, valeu a pena a abertura política, a democracia, porque, conforme enfatizou, o acontecimento, que já dista a 30 anos, permitiu “respeitar” a ideia e opinião dos outros, e desenvolvimento a todos os níveis.

“Ainda somos uma democracia jovem. Com os anos vamos aprendendo a ser mais democratas, sedimentando, consolidando a nossa democracia. Para isso as pessoas têm que participar de uma forma activa”, salientou.

“Temos uma sociedade passiva, não participa…essa é a nossa fragilidade democrática. Num País democrático toda gente tem que participar, dar o seu contributo para o aprofundamento da democracia”, reflectiu, observando que se as pessoas ficarem a leste não terão legitimidade para exigir.

Quanto à noção dos jovens sobre a importância do dia 13 de Janeiro ou outras datas, Luísa Fortes depreende que muitos têm esta consciência, a avaliar pela sua participação não só na política, mas em acções sociais ou outras vertentes.

“Mas a nível mundial, a classe juvenil não está propensa à participação na vida política, especialmente. Quanto a mim, isso deve-se a algum descrédito da política ou dos políticos. Em Cabo Verde, por exemplo, os políticos devem aproximar-se dos jovens, através das organizações juvenis dos partidos, a JpD e a JPAI… por forma a criarem laços com o partido”, contemplou.

“Seria uma forma de fazer os jovens entenderem a importância da política e dos políticos. Os jovens devem alargar a sua visão, para que possam ter voz, influência na tomada de decisões (…), e a não se limitarem somente a votar na altura das eleições”, concluiu.

SC/CP

Inforpress/Fim

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