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Ilha do Maio: População diz-se “insatisfeita” e exige melhoria nos Serviços de Saúde local

 

Porto Inglês, 15 Abr (Inforpress) – O Centro de Saúde do Maio conta neste momento com apenas uma médica, situação que vem deixando a população “insatisfeita”, exigindo a reposição da normalidade nesse serviço, com a colocação de mais um médico.

Jailson Monteiro, um dos utentes que se disponibilizou a falar à Inforpress, disse que a situação tem vindo a piorar nos últimos dias, visto que este estabelecimento vem funcionando há mais de um mês com apenas uma médica, o que na sua opinião é insuficiente para dar vazão a todos aqueles que procuram este serviço no dia-dia.

“No meu caso estive cá ontem a noite e me disseram para voltar hoje de manhã e estou desde cedo e até agora continuo à espera que me atendam, tendo em conta que estou a sentir dores fortes na mão”, frisou.

Rito Spencer, outro utente que aguardava também para ser assistido, disse que para além de normalização da situação, visto que a actual delegada está de licença de parto, é preciso a colocação de mais uma médica pediatra, visto que na ilha existe já um numero significativo de crianças que precisam de atendimentos nessa especialidade.

Por seu lado, o deputado Fernando Frederico saiu em defesa da população dizendo que, devido a esta situação teve que abordar a delega substituta, e conforme avançou foi-lhe informado de que a actual médica e delegada de Saúde na ilha encontra-se de licença de parto   há mais de um mês.

“Com intuito da reposição da normalidade, solicitamos a colocação de mais um médico, porquanto os utentes passam muito tempo à espera para serem atendidos pela única médica e muitas vezes regressam à casa sem o atendimento pretendido”, frisou.

Fernando Frederico disse ainda que a médica de serviço neste momento está sobrecarregada e não consegue dar vazão a tanta demanda.

O deputado explicou ainda que quando há pacientes que têm que ser evacuados de emergência “é uma dor de cabeça”, porque como não há ligação diária com a ilha de Santiago, já houve casos em que os sinistrados tiveram de viajar num veleiro ou numa pequena embarcação que não reúne as condições para tal”, notou.

Lembrou ainda que é necessário estabelecer consultas especializadas no Centro de Saúde em apreço, nomeadamente de foro oftalmológico, radiológico, orológico, bem como a melhoria no processo das evacuações para o Hospital Agostinho Neto, na Cidade da Praia.

WN/FP

Inforpress/Fim

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