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Ilha do Maio: Peixeiras capacitadas em técnica de transformação de pescado

Porto Inglês, 05 Mar (Inforpress) – Doze peixeiras da zona norte da ilha concluíram hoje uma formação em técnicas de transformação do pescado, como forma de darem melhor tratamento ao produto e, com isso, conseguirem “maior rendimento” na actividade.

A formadora Ivone Lopes assegurou que esta acção de formação vem na sequência das actividades que a Direcção-geral dos Recursos Marinhos vem desenvolvendo e que visa capacitar os profissionais da área, de forma a aplicarem “um valor acrescentado” aos seus produtos e terem “maior rendimento”.

Conforme a mesma fonte, as formandas já estão capacitadas para disponibilizarem ao mercado local e, quiçá, a nível nacional “um produto de qualidade”, de acordo com as exigências dos clientes, tendo em conta que já dispõem dos conhecimentos mínimos para tal, desde peixe fresco fumado ou embalado e trado em conserva no azeite.

No entanto, reconheceu que as mulheres peixeiras precisam de algum apoio para adquirirem equipamentos para embalar o pescado, acrescentando que na vila da Calheta existe um mercado, mas que precisa ser melhor equipado com instalação de uma máquina de gelo e mais mesas de metal galvanizado para que as mulheres possam trabalhar com as condições necessárias.

“A ilha do Maio tem uma grande potencialidade para o sector das pescas e do turismo, pelo que seria uma grande oportunidade para após a pandemia as mulheres pudessem desenvolver as suas actividades para abastecerem o mercado local e até colocarem os seus produtos na Cidade da Praia”, realçou.

Admitiu, por outro lado, que as participantes precisam de mais outras formações para que possam também confeccionar produtos como rissóis, freshburgers e salmungas, tudo a base de peixe, basta respeitarem as normas sanitárias, ressalvando que este tipo de formação já foi ministrado na cidade do Porto Inglês, destinada às peixeiras da zona sul.

Por seu lado, o presidente da Associação de Pescadores Vindos do Norte, Marcelino Santos, declarou que a formação era uma das prioridades daquela organização para este ano, com objectivo de “empoderar as mulheres” e dá-las mais ferramentas para puderem  dedicar a este ramo com “mais segurança”.

Mostrou ainda esperançoso que o mercado municipal da vila da Calheta venha reunir as condições necessárias para que estas mulheres possam desempenharem as suas funções, começando pela instalação de uma nova máquina de gelo e mais equipamentos de tratamento de pescado, assim como fora prometido pelos governos local e central.

WN/AA

Inforpress/Fim

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