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Ilha do Maio: Oposição diz-se indignada com Governo e câmara sobre “problema” dos transportes

 

Porto Inglês, 19 Ago (Inforpress) – A Onda Independente para Avanço do Maio (OIAM), oposição na Assembleia Municipal do Maio, manifesta  sua indignação pela forma como o Governo e a câmara estão a encarar a resolução do problema de transportes para  Ilha.

Segundo o porta-voz da OIAM, António Ramos, quando tudo indicava que já se tinha encontrado a tal solução para os problemas dos transportes marítimos com a reentrada do navio Praia d’Aguada na rota Praia/Maio/Praia, eis que o referido navio não mais retornou ao Maio com a periodicidade semanal, “tal como havia prometido o Governo”.

Conforme adiantou, o  representante da bancada municipal da OIAM, neste momento não se vislumbra a curto prazo a data concreta para a retoma das viagens e consequente normalização da ligação entre a capital do país e a cidade do Porto Inglês.

“Isto é a prova de  descaso e desrespeito pela forma como o Governo e a câmara municipal estão a encarar a resolução do problema dos transportes para  Ilha, tanto por via aérea como por via marítima”, frisou

A OIAM entende, por um lado, que a recente “viagem inaugural” realizada há duas semanas ao Maio feita com “pompa e circunstância”,  foi um “mero expediente” do Governo e da câmara municipal local para acalmar ânimos dos maienses e “calar a boca” da deputada do partido que sustenta o Governo que, recentemente, reivindicou esse navio para a ilha e se posicionou contra um eventual desvio do mesmo para outra Ilha.

Acrescentou que a OIAM considera que a referida viagem “mais não foi do que um passeio turístico” à ilha do Maio e “para o justificar” foi organizado pelo Ministério da Economia e Emprego e pela câmara municipal um encontro de reflexão sobre os transportes marítimos no desenvolvimento do turismo interno, caso Ilha do Maio.

Para a bancada de OIAM, foi estranho a forma com o ministro, após ter feito a sua intervenção, “não se ter dignado” a ouvir as preocupações dos empresários maienses presentes no acto, sublinhando que “simplesmente se ausentou da sala no segmento destinado ao debate”, que daria “a vez e voz”, sobretudo aos referidos empresários de exporem os seus problemas.

No mesmo sentido, a bancada alega que “o mais grave” foi o facto de o ministro ter dito que “existiam muitas possibilidades em cima da mesa” para a construção de um porto na ilha do Maio, uma das quais a da sua construção na zona de Pau Seco e outros dois sítios, mas o Governo, em articulação com as autoridades locais, decidiu requalificar o actual porto.

A OIAM considera tal afirmação simplesmente de “inacreditável e inaceitável” e questiona como podem as autoridades locais defender tal decisão se ao longo desses anos a construção de um novo porto foi sempre a sua maior reivindicação para a Ilha.

“Isto é prova de que as autoridades locais, para não contrariarem a vontade do Governo, contrariam a si próprios, em detrimento das aspirações das gentes do Maio”, acusou.

A bancada questiona ainda sobre o lançamento do concurso para a construção de uma rampa roll on-roll off, que tinha sido anunciado pelo Governo para finais do passado mês de Julho, mas que até a data ainda não há uma data para o seu lançamento.

O problema de ligação aérea também mereceu uma “nota negativa” por parte da OIAM, afirmando que  neste momento ainda se verificam “atrasos substanciais e até mesmo cancelamentos de voos” que vêm causando prejuízos, principalmente aos emigrantes que têm que apanhar voos de ligação para o exterior

WN/AA

Inforpress/Fim

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