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Ilha do Maio:  OIAM  considera que Ilha continua estagnada em termos de investimentos públicos

Porto Inglês, 05 Jul (Inforpress) – A Onda Independente para Avanço do Maio afirma que a ilha continua estagnada em termos de investimentos públicos e os projectos prometidos ou anunciados, tanto pelo governo central como pela edilidade e que os mesmos tardam em arrancar.

“É com profunda estupefacção e indignação que a OIAM e os maienses têm vindo a ouvir dos responsáveis da Câmara Municipal, do Governo e do partido que os sustentam que as coisas vão bem e que o Maio vive o seu melhor momento, quando a ilha continua estagnada em termos de investimentos públicos e os projectos prometidos ou anunciados tanto pelo Governo central como pela edilidade local tardam em arrancar”, anunciou.

Segundo o porta-voz da OIAM, a manifestação ocorrida recentemente na ilha foi fruto de uma iniciativa da sociedade civil maiense e constitui um sinal mais do que evidente de “desânimo e descontentamento” da população ante face às promessas dos sucessivos governos deste país para com a ilha”.

Conforme adiantou, o executivo, que está praticamente a meio do mandato, ainda não deu mostras do cumprimento daquilo que prometeu durante as campanhas eleitorais, principalmente no que se refere a construção de um novo Porto ou a requalificação do actual, cujo financiamento e a data de lançamento do concurso há muito anunciados pelo Governo.

“A construção de um aeroporto internacional de médio porte, um centro de saúde de primeiro nível, o parque científico e tecnológico da biodiversidade, entre outras, são exemplos de tais promessas”, lembrou.

No concernente ao programa de mitigação da seca e do mau ano agrícola, António Ramos disse que  continua iminente a perspectiva de acontecer uma catástrofe, não obstante a garantia dada pelo Governo e pelas autoridades locais de que tudo está a ser feito para “minimizar a situação”.

“Como é possível ser tão cego e não ver que os animais estão a morrer à fome e de sede e por ataques de cães vadios”, questionou, realçando que,  o recente anúncio feito pelo executivo de que vai haver um aumento da bonificação do valor dos vales-cheque peca por chegar tardiamente e confirma aquilo que sempre a OIAM tem vindo a defender.

Aquele representante informou ainda que, todos aqueles que têm  opinião contrárias às do Governo central e do Governo local são vistos e visados como inimigos do poder instituído e, como retaliação, são perseguidos nos seus postos de trabalho e condicionados em vários aspectos das suas actividades e que durante os mais de vinte anos que o MpD tem vindo a governar a ilha, instalou um esquema de dependência das pessoas em relação à Câmara Municipal e um clima de medo.

António Ramos disse estranhar a não cobertura de uma manifestação por parte da Televisão pública, bem como o caso da evacuação de uma parturiente do Maio para o Hospital Agostinho Neto, na Praia, numa pequena embarcação de pesca, que “culminou com a morte da criança no ventre da mãe”.

“Como agravante deste descaso e que nos leva a questionar quais as razões para a censura no e ao Maio é o facto de que, na hora da evacuação, a menos de 500 metros de distância, estavam jornalistas da rádio e televisão estatais, munidos de equipamentos de reportagens audiovisuais. A tentativa gritante de condicionar os trabalhos dos correspondentes locais da RTC e da Inforpress é por demais evidente no Maio”-

Apontou como prova disso, a atitude de um deputado municipal do MpD que, numa recente sessão da Assembleia Municipal, terá pedido ao presidente da câmara para “tomar medidas” contra os correspondentes locais desses órgãos, por considerar que as notícias divulgadas por esses jornalistas são pouco abonatórias para a imagem da ilha.

WN/CP

Inforpress/Fim

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