Ilha do Maio: Criadores querem urgência na implementação do programa de emergência

 

Porto Inglês, 07 Out (Inforpress) – Os criadores de gado no Maio dizem-se passar por “momentos difíceis” devido ao mau ano agrícola, razão pela qual querem ver o plano de emergência anunciado pelo governo implementado na ilha o mais “urgente” possível.

Em conversa com a Inforpress, o presidente da Associação para Desenvolvimento Comunitário de Figueira Horta disse que a situação naquele povoado não tem sido “nada fácil” para a população que vive exclusivamente da agricultura e criação de gado e, com a falta de chuva, não sabem o que fazer.

“Este ano não choveu na ilha, por esta razão não existe pasto em nenhum lugar e os animais estão fracos. Precisamos que algo seja feito para nos ajudarem a salvar o nosso gado”, afirmou Ineuss Ribeiro.

O dirigente associativo alertou ainda que, caso o plano de emergência atrasar vai acontecer a morte em grande quantidade dos animais, porque não há pasto no campo e os animais estão fracos.

Ineuss Ribeiro defendeu que para mitigar os efeitos do mau ano agrícola é preciso não só colocar ração e milho a um preço acessível, mas também devem ser criados postos de trabalho.

A situação é vivida um pouco por toda a ilha, tanto os agricultores como os criadores já não acreditam que ainda vai chover, pelo que estão a aguardar com ansiedade o plano de emergência já anunciado pelo executivo.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros, esta quinta-feira, um programa de emergência avaliado em 880 mil contos, para a mitigação da seca e do mau ano agrícola no país.

Desse montante, 160 mil contos estão destinados para o programa de salvamento de gado, 350 mil para a gestão de escassez de água e o programa de promoção de actividades geradoras de emprego para as famílias com 340 mil contos.

WN

Inforpress/Fim

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