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Ilha do Maio: Ano agrícola continua com perspectivas diferentes entre agricultores de sequeiro da ilha

Porto Inglês, 15 Set (Inforpress) – O cenário do ano agrícola na ilha do Maio continua dispare com os agricultores da zona centro a afirmarem-se esperançosos “num bom ano agrícola” enquanto os do norte dizem que o cenário é um pouco “desanimador”.

Em declarações à Inforpress, o agricultor e criador de gado Arlindo Morreira Borges, que reside na localidade de Morrinho, afiançou que a população daquele povoado está esperançosa num bom ano agrícola, principalmente com a queda das últimas chuvas, que bafejaram alguns povoados da ilha nos últimos dias.

Aquele agricultor e criador de gado manifestou a sua satisfação por ver o campo todo coberto de verde, algo que não se via na ilha há vários anos, porque segundo informou a chuva caída no inicio de Agosto, permitiu o crescimento de palha branca e não só, considerada muito nutritiva para os animais, o que redobra a satisfação dos homens e mulheres do campo da zona centro da ilha.

Porém, Arlindo Morreira Borges, mostrou-se preocupado com proliferação de gafanhotos nas parcelas agrícolas, bem como a lagarta do cartucho de milho que tem atacado as plantações e defendeu uma campanha “redobrada” por parte da delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente na ilha, já que, de acordo com aquele agricultor, caso vierem a atacar as plantações pode pôr em causa o ano agrícola na ilha.

Marcelino dos Reis, também manifestou a sua alegria porque conforme frisou, com os seus 86 anos, nunca tinha visto tanto pasto, tanto  no campo e até nos arredores das habitações,  o que lhe leva acreditar num “bom ano agrícola”, uma vez que o terreno ainda se encontra molhado e a plantação se encontra num bom estado vegetativo e o milho já está a aflorar-se.

“O que nos está a preocupar é o gafanhoto que está um pouco por todo lado, além da lagarta do cartucho de milho cujo combate ainda não está a fazer muito efeito. Embora estejamos esperançosos, ainda estamos um pouco preocupados com esta situação”, salientou.

Opinião diferente têm os agricultores de sequeiro da zona norte da ilha do Maio, que afirmam que a situação é “desanimadora”, uma vez que a quantidade da chuva caída até então se mostra insuficiente para germinar o pasto e desenvolver as plantações e, além disso, o milho, praticamente, já foi devorado pelos gafanhotos que surgiram logo às primeiras sementeiras.

Dionísio Freire informa que na localidade de Alcatraz, situada na parte norte da ilha o campo está praticamente como antes da época das chuvas, embora admita que em algumas partes se possa ver o verde, mas nas parcelas agrícolas a situação é um pouco “desanimadora” porque, na sua opinião, o estado vegetativo das plantações é bastante fraco.  

De salientar que, a delegação do Ministério de Agricultura e Ambiente tem no terreno alguns técnicos a dar combate aos gafanhotos e ao mesmo tempo a distribuir insecticidas e material de aplicação aos agricultores de sequeiro para também fazerem o combate nas suas parcelas agrícolas.

WN/HF

Inforpress/Fim

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