Ilha do Fogo: São Filipe corre sérios riscos de perder herança construída com imaginação e criatividade – vereador GPAIS

 

São Filipe, 26 Set (Inforpress) – Luís Pires, vereador na câmara de São Filipe (Fogo) disse hoje que o município corre sérios riscos de perder uma herança construída com imaginação e criatividade, num ambiente de grande sacrifício, fustigados pela seca, erupção, sem orçamento aprovado e inúmeras outras dificuldades.

O vereador sem pasta eleito pelo Grupo Por Amor Incondicional a São Filipe (GPAIS) reage assim a um balanço prévio do primeiro ano de mandato da câmara liderada por Jorge Nogueira, mostrando-se preocupado com o ritmo “demasiado lento”, já que, segundo disse, não se apresentou um único balancete e só se realizou cerca de metade das reuniões obrigatórias.

Luís Pires, que vai retomar este balanço na sessão da Assembleia Municipal, disse que as contas de gerência de 2016 que deviam ser apreciadas em Abril, ainda estão sem data marcada, acrescentando que as únicas obras que arrancaram foram aquelas herdadas da gestão anterior.

As obras de reabilitação e restauro da Escola Central e das escolas de Patim, Campanas de Baixo e Santa Filomena começaram sem concurso público, já que as mesmas não foram homologadas pelo executivo camarário, disse, observando que como os mais de 200 mil contos mobilizados pelo sector da educação estão a ser transferidos para a edilidade, esta devia cumprir a lei, adjudicando as obras mediante concurso público.

O vereador do GPAIS diz desconhecer se houve concurso para as obras da conclusão do campo de São Lourenço, uma situação que classifica de “grave” tanto mais porque se gastou mais do que era previsto.

A indefinição na implementação das obras de Salinas, orçadas em meio milhão de euros (cerca de 50 mil contos), o projecto de abastecimento de água a noroeste e que já devia ter chegado a Campanas de Cima e a Ponta Verde, cujos materiais foram comprados há mais de um ano, atraso de importantes obras privadas como o Aloé Vera Resort, o teleférico e de parceria, como iluminação do aeroporto de São Filipe, não estão a ter a atenção que mereciam, disse o vereador, indicando que o Aloé Vera teve que esperar sete meses por um documento que devia ser entregue em Outubro de 2016.

Luís Pires apontou outros projectos deixados e que ainda não saíram do papel como o ecoparque de São Filipe, cujo orçamento para a primeira fase ronda os 80 mil contos, que aguarda o aval do novo governo que vai ter que respeitar o compromisso de uma sentença conciliatória.

A propina gratuita, subsídios para formação pós-secundária mediante concurso, aumento de subsídios para todas as modalidades desportivas e prêmios de participação nas competições nacionais e internacionais, são outras situações prometidas e que aguardam pela sua implementação, no dizer do vereador de GPAIS-oposição, na câmara de São Filipe.

Segundo o mesmo os agricultores mais pobres ficaram, este ano, sem o habitual apoio para a sementeira e sem nenhuma sexta básica para as mondas, indicando que agora que a câmara passou a receber mais 40 mil contos por ano, da taxa ecológica, devia deixar de limpar só as ruas da frente, como aconteceu nas festas de São Filipe, e dar maior atenção aos bairros e ao interior do município, podendo até comprar mais camiões para recolha do lixo.

“Agora que a câmara tem mais dinheiro proveniente da taxa de turismo podia repavimentar as ruas, fazer passeios de qualidade e continuar com a requalificações da orla marítima”, afirma o vereador observando que são tantas as respostas que já deviam ser apresentadas, e que vai continuar paciente e solidário esperando que nos próximos três anos São Filipe possa ter dias melhores.

“A nossa sina é continuar a lutar por um São Filipe unido, sem divisão e com iguais oportunidades para todos”, enfatizou.

JR/FP

Inforpress/Fim

 

 

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