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Ilha do Fogo: Estivadores do porto de Vale dos Cavaleiros voltam a protestar contra contratação de trabalhadores pela direcção

São Filipe, 17 Jul (Inforpress) – Os estivadores do porto de Vale dos Cavaleiros retomam, esta quarta-feira, 18, os protestos contra a decisão da Enapor de contratar oito trabalhadores (basaltos) para os trabalhos de estiva.

A manifestação pacífica dos estivadores, agendada entre as 08:00 e as 13:00 de quarta-feira com início nas imediações do porto de Vale dos Cavaleiros e depois nas ruas da cidade de São Filipe, acontece quatro meses depois de uma outra iniciativa do género a solicitar a resolução do problema laboral neste porto.

O Sindicato da Indústria, Agricultura, Comércio, Serviços e Afins (SIACSA), que representa os estivadores, em nota dirigida à administração da Enapor e com conhecimento da administração do porto de Vale dos Cavaleiros, presidente da Câmara de São Filipe, Polícia Nacional e Inspecção Geral do Trabalho, com a antecedência necessária dá conta da realização da manifestação pacífica dos estivares que reivindicam a melhoria da situação laboral no Vale dos Cavaleiros.

“Analisando o conteúdo das reivindicações dos estivadores do porto de Vale dos Cavaleiros e, atendendo que a administração da Enapor local e central não consegue debelar a questão e nem cumprir o prazo acordado na reunião em São Vicente, os estivadores partirão para uma manifestação, na quarta-feira, para demonstrar o seu descontentamento face à situação”, refere o documento enviado à administração da Enapor.

Aquando da realização da manifestação de Março desde ano, o presidente do SIACSA, Gilberto Lima, afirmara que a situação laboral existente no porto “não é muito pacífica” e que os trabalhadores estão “altamente prejudicados”, já que alguns com vários anos de trabalho não estão inscritos no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e outros viram reduzida a categoria profissional, passando a receber muito menos do que antes, de entre outras.

A situação que despoletou a manifestação de Março foi a selecção e recrutamento de oito trabalhadores (basaltos) para substituir igual número de estivadores que devem ir para casa, substituição essa que, segundo o SIACSA, foi feita sem qualquer critério, havendo até, denunciou, “situação que configura caso de nepotismo”.

Na sequência dessa manifestação, um representante dos estivadores e outro do SIACSA foram recebidos pela administração da Enapor em São Vicente, tendo na altura recebido garantias de resolução deste e dos demais problemas do porto, mas que, segundo os estivadores, continua a reinar sem que se tenha, pelo menos, cumprido os acordos alcançados.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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