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Ilha do Fogo: Comunidade científica e pessoas interessadas passam a acompanhar o ciclo reprodutivo de Gongon em directo

 

São Filipe, 16 Jan (Inforpress) – A comunidade científica e as pessoas interessadas passam a poder acompanhar em directo o ciclo reprodutivo de Gongon, a partir de finais de Janeiro, com transmissão em directo, através de uma câmara instalada num dos ninhos na Bordeira.

Esta inovação é fruto do projecto nacional de Conservação de Aves Marinhas em Cabo Verde, Alcyon II, financiado pela Fundação Mava e executado em parceria com as universidades de Barcelona (Espanha) e Coimbra (Portugal) e várias ONG cabo-verdianas. A nível da ilha, um dos parceiros é o projecto Vitó, que trabalha com Gongon.

Herculano Diniz, biólogo, e responsável pelo projecto Vitó, disse à Inforpress que neste momento foi construído uma rede de telecomunicações entre Achada Furna e Bordeira, com instalação de uma câmara para captar todo o processo reprodutivo desta ave.

Adiantou que os equipamentos estão a funcionar em período de teste e que assim que o site for concluído, possivelmente antes do final deste mês, será tornado público para que as pessoas possam acessar e acompanhar em tempo real o ciclo reprodutivo daquela espécie.

A construção de rede e instalação dos equipamentos está orçado em 10 mil euros, sendo que este projecto, implementado em parceria com a Universidade de Barcelona, Espanha, trará duas grandes vantagens, segundo o biólogo.

Uma das vantagens, explica, é a educação ambiental, em que as pessoas passam a dispor de conhecimento sobre o ciclo reprodutivo de Gongon e a segunda vantagem é a nível da comunidade científica que passará a dispor de um meio para estudar o comportamento do animal durante todo o processo reprodutivo, isto é, desde que o Gongon vai para o ninho até o nascimento do filhote.

Além de disponibilizar informação em tempo real durante o período de reprodução, que decorre entre Janeiro a Junho, outras actividades foram ou estão a ser realizadas no quadro deste projecto.

Segundo Herculano Diniz, já se realizaram palestras em todas as escolas secundarias da ilha e com escolas do EBI de São Filipe, estando programadas deslocações a todas as escolas do EBI de Santa Catarina e dos Mosteiros para a divulgação de dados relativos a Gongon e para sensibilizar os alunos para a sua preservação.

Além de Chã das Caldeiras (Bordeira), novas áreas de reprodução foram localizadas a nível da ilha, nomeadamente no sítio de Topo, Cutelo Alto (Mosteiros), Cova Figueira e Ribeira Filipe.

Os últimos dados disponíveis, através de uma publicação científica numa revista especializada a nível internacional, indicam que a comunidade de Pterodroma feae (Gongon) na ilha do Fogo é de 300 indivíduos.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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