Ilha Brava: População “inconformada” com serviço prestado pela Delegacia de Saúde

Nova Sintra, 08 Nov (Inforpress)  – Pacientes da Delegacia de Saúde da ilha Brava reclamam do “serviço prestado e falta de informação”, nomeadamente em relação às consultas “desmarcadas em cima da hora” pelo delegado.

Com efeito, pacientes com consultas marcadas desde a semana passada até agora não conseguiram a devida consulta, pedem uma explicação ao delegado Carlos Dias.

Luís Mendes é um dos pacientes que contou à Inforpress que já tinha duas semanas a tentar marcar uma consulta, mas como o médico estava ausente não conseguiu.

Depois do regresso do médico disse que conseguiu marcar uma consulta para a sexta-feira passada, mas até agora a mesma não se realizou.

O mesmo adiantou que no dia da consulta, que estava marcada para às 09:00, dirigiu-se ao hospital e ficou à espera até às 11:00, “sem ter nenhum feedback do porque da demora”. Daí, dirigiu-se à secretaria para perguntar o que passava.

“A resposta que obtive é que o médico, neste caso o delegado de Saúde, mandou cancelar as consultas”., sintetizou.

O paciente questiona o porquê do adiamento estando médico presente, sendo que uma outra médica tem a agenda lotada até esta sexta-feira.

Segundo Luís Mendes, que diz padecer de uma hérnia, que o tem “prejudicado muito”, por isso dirigiu-se outras vezes à delegacia, mas “sem sucesso”, pelo que pediu o seu dinheiro de volta para tentar consultar um médico na ilha vizinha do Fogo.

Mas, conforme a fonte, o pessoal da secretaria informou-lhe que “não podem devolver o dinheiro e nem tem dia prevista para a consulta”.

“A situação nesta ilha em temos de saúde está complicada. O médico está aqui. Ir para a ilha do Fogo por conta própria sabendo que posso fazer uma consulta aqui mesmo, já é demais”, ressaltou Luís.

Telma é uma outra paciente que se diz “inconformada” com a situação, até porque quem está doente é a sua filha de alguns meses, que, conforme a mãe, já a tinha levada ao hospital por duas vezes e foi examinada por enfermeiros, mas a situação da mesma “só tem piorado”, principalmente à noite.

Esta mãe explicou que foi ao hospital à procura do médico desde 30 de Outubro e até ainda, de acordo com a resposta da secretaria, “não existe dia para a consulta”.

A mãe questiona: “se acontecer alguma coisa com a bebé quem é culpado? Para quando uma melhoria do sistema de saúde na ilha?”, adiantando que são situações que se repetem.

Ante ás acusações, a Inforpress contactou o delegado de Saúde, Carlos Dias, que explicou que esteve no exterior em missão de trabalho e ultimamente encontrava-se na ilha de Santiago numa formação sobre a campanha de vacinação.

“Cheguei cansado, tive que formar os meus colaboradores para dar início à campanha. E as reclamações vão aumentar porque eu tenho que supervisionar durante os sete dias da campanha”, respondeu o delegado.

Segundo a mesma fonte, a população tem de ser “mais compreensível”, porque a delegacia tem somente dois médicos e existem assuntos que são prioritários, de forma a seguir o resto do país.

O mesmo disse ter a consciência de que é necessário “um reforço” para a ilha, mas enquanto tal não for possível pede “um pouco mais de paciência” aos pacientes.

Prometeu dar seguimento às consultas marcadas e assegurar o serviço de urgência, em “simultâneo” com a coordenação da campanha de vacinação.

MC/AA

Inforpress/Fim

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