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Ilha Brava: Criadores de gado “preocupados” com o aumento do preço da ração “clamam” pelo apoio do Governo

Nova Sintra, 13 Jan (Inforpress) – Um grupo de criadores bravenses demonstraram hoje uma certa inquietação com o aumento do preço da ração para os animais, clamando pelo apoio do Governo no sentido de implementar alguma medida que lhes permita manter o gado.

Após mais de três semanas sem ração na ilha, hoje o único investimento agro-pecuário (Agropec) na ilha recebeu alguma quantidade de produtos destinados à alimentação dos animais, provocando um movimento maior do que o normal junto do estabelecimento para conseguir algum saco de ração.

Zeferino Alves, em representação de alguns criadores, contou à Inforpress que tem mais de 80 bovinos, cerca de 40 caprinos, sem contar patos, galinhas e outros animais e que durante este período sofreu juntamente com os seus animais.

Aliás, realçou que todos os criadores da ilha sofreram e muitos viram o seu gado padecer.

Questionado como conseguiram debelar este problema de falta de ração, a mesma fonte contou que na ausência de ração e de milho, tiveram que comprar arroz para cozinhar e dar a alguns animais, às vezes compravam bolacha para alimentar as galinhas e patos e para as cabras e bovinos recorriam à palha seca que tinham armazenado e plantas de cardeal.

Entretanto mesmo com a chegada de ração, os criadores presentes demonstraram alguma “preocupação” com a subida dos preços, tendo Zeferino Alves solicitado a intervenção do Governo no sentido de criar algum projecto que apoie os criadores, principalmente os criadores em grande número, justificando que com a seca e sem pasto, sem trabalho, com aumento do preço da ração fica difícil manter as cabeças de gado.

Por seu turno, Carlos Araújo, proprietário da Agropec, explicou que foram cerca de 22 dias sem ração na ilha, devido à falta de disponibilidade nos meios de transportes para trazer as cargas até o destino final.

Pois, conforme disse, a sua carga encontrava-se no armazém da CV Interilhas, havia algum tempo, mas a informação que sempre recebia era que as cargas seriam enviadas de acordo com a ordem de entrada no armazém.

Neste sentido, aproveitou para pedir à CV Interilhas e ao Governo “um pouco mais de atenção” com a ilha Brava, justificando que muitas vezes na ligação Praia – Fogo –Brava a ilha Brava em termos de carga é “a mais prejudicada”, pois caso viajarem dez carros, oito são do Fogo e somente dois vão para a Brava.

Neste momento, prevê-se que o stock que recebeu hoje pode durar uma semana e já no sábado vai encomendar uma nova remessa, na esperança de que dessa vez esta chegue na ilha ainda a tempo para não causar outra crise.

Quanto ao preço dos produtos, explicou que antes praticavam um preço fixo, mas com a mudança constante de preços e a falta de milho no país fez com que os produtos fossem vendidos a um preço mais elevado, acreditando que a situação venha a se regularizar em breve, pois assim “dificulta a vida aos criadores”.

MC/ZS

Inforpress/Fim

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