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Igualdade de Género: Cabo Verde deve acelerar medidas para ultrapassar os desafios que ainda persistem – NU (c/áudio)

Cidade da Praia, 26 Nov (Inforpress) – As Nações Unidas (NU) consideram que as medidas implementadas pelo arquipélago a nível do género têm tido “progressos importantes” com reconhecimento mundial, mas alertam que as mesmas devem ser aceleradas para ultrapassar os desafios que ainda persistem.

O alerta foi dado pela coordenadora residente das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Graça, que falava aos jornalistas momentos antes da abertura da 8ª edição da jornada aberta sobre Género, Mulheres, Juventude, Paz e Segurança –Promovendo a participação de Mulheres e Jovens na tomada de decisão na África Ocidental e nos países do Sahel, que decorre hoje, na cidade da Praia.

No seu entender, Cabo Verde tem feito “progressos importantes” nesta área com a adopção de medidas mundialmente reconhecidas como a melhoria do quadro legal, implementação de importantes medidas políticas para promover os direitos sociais e económicos das mulheres no reforço do mecanismo de coordenação em matéria de igualdade de género.

Segundo avançou, a adopção e implementação contínua do plano nacional de cuidados, o marcador do género no orçamento de estado, os esforços na implementação da lei da Violência Baseada no Género, o projecto de elaboração de uma lei da paridade na política, adopção de planos municipais de género são vários exemplos de esforços concretos do arquipélago nesta área, sendo que muitas dessas iniciativas são “inéditas” no continente africano e servem de inspiração aos outros países.

“Precisamos passar da promessa à realidade e para isso precisamos de agir para que todas as mulheres e jovens adolescentes de Cabo Verde representem todas as mulheres do mundo livres do medo, da insegurança unidas num mundo verdadeiramente justo e igualitário”, reiterou a coordenadora que sublinhou que o facto de Cabo Verde ser uma referência regional e até global ao nível do género coloca ao país uma certa responsabilidade.

Para Ana Graça, a responsabilidade para ultrapassar os desafios que ainda existem em Cabo Verde torna-se ainda maior sendo que as desigualdades da participação de homens e mulheres na política, esfera de tomada de decisão, a pobreza que afecta de forma desproporcional as mulheres, a violência contra as mulheres e o elevado número de desemprego que atinge os jovens são questões que persistem ainda e devem ser ultrapassadas.

Na ocasião reiterou o compromisso das Nações Unidas em parceria com outros parceiros de continuar a acompanhar Cabo Verde na implementação de políticas e programas para promover a igualdade de género e nova masculinidade, na mobilização de novas parcerias e no reforço das capacidades institucionais rumo a um planeta 50/50 em 2030.

Por seu turno, o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a África Ocidental e do Sahel, (UNOWAS), Mohamed Ibn Chambas, disse que o encontro vai servir para partilha de experiências, e de mecanismos para resolver os problemas que existem ainda nesta região para prevenção dos conflitos nacionais e regionais.

“Apesar do progresso em algumas áreas, os factos mostram que existe ainda um longo caminho pela frente, sendo que a participação das mulheres em processo formal de paz continua ainda a ser limitada já que de 1990 e 2017, a contribuição das mulheres a nível mundial foi de 2 por cento (%)”, explicou o responsável indicando que em termos de conflitos continua a ter um efeito devastador nas mulheres e raparigas.

Por outro lado, disse que a marginalização das mulheres, a falta de acesso aos serviços básicos de saúde e educação e o empoderamento económico continuam a ser as causas dos conflitos violentos na região e a nível mundial.

“Temos de focar as nossas acções em estratégias-chave que incluem a paridade de género e a participação das mulheres, as medidas devem ter o apoio político e financeiro para que possam ser eficientes e termos de fornecer fundos adequados para as organizações que trabalham a questão do género”, sublinhou.

O encontro que foi aberto pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca contou com a presença do ministro adjunto do primeiro-ministro para a Integração Regional, Júlio Herbert, da directora Regional da ONU Mulheres, Diana Ofwona representantes de organizações regionais, e representantes de entidades das Nações Unidas do Beni, Burkina-Faso, Cote D’Ivoire, Gambia, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Mauritânia, Nigéria e Togo.

Promovido pelo UNOWA liderado pela ONU Mulheres, em parceria com a CEDEAO, o PNUD, UNFPA, FAO e OHCHR (Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos), o evento teve o Alto Patrocínio do Presidente da República.

AV/ZS

Inforpress/Fim

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