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IGAE denuncia falsificação de produtos nacionais por parte de alguns operadores chineses

Cidade da Praia, 17 Out (Inforpress) – O inspector-geral das Actividades Económicas afirmou hoje que a IGAE tem apreendido produtos internacionais e nacionais falsificados por alguns operadores chineses e assegurou que este tipo de crime tem tido efeito agressivo e destruidor na economia cabo-verdiana.

A constatação foi feita por Elisângelo Monteiro, à margem do seminário sobre “contrabando e falsificação de produtos como crimes antecedentes à lavagem de capitais e ao financiamento”, que decorre esta quinta-feira, na Cidade da Praia, tendo assegurado que há “sinais claros” que existem crimes de falsificação e de contrabando associado à lavagem de capital em Cabo Verde.

Em relação aos operadores chineses que comercializam grande parte de produtos internacionais, disse que a IGAE apreendeu produtos falsificados nacionais e internacionais como vestuários, agendas, calçados, chinelos e tempero de caldo “Knorr”.

Segundo o inspector-geral, grande parte dos produtos falsificações está relacionada com géneros alimentícios, sobretudo o grogue, que tem tido efeito negativo na saúde pública e no sistema económico.

“Neste momento, o IGAE tem em curso uma acção que inclui os seus parceiros, os representantes das marcas afectadas, autoridades nacionais para trabalhar esta questão de forma unida com a Unidade de Informação Financeira (UIF) para que possamos tentar estancar o efeito agressivo e destruidor que esses crimes de contrafação, contrabando de produtos e falsificação tem tido na economia nacional”, sublinhou.

Elisângelo Monteiro explicou a IGAE está a fazer um trabalho de sensibilização e diálogo junto dos representantes das lojas chinesas de modo a cumprirem a lei tendo em conta que se trata de um crime.

Em relação ao seminário, disse esperar que o mesmo sirva para aumentar o número de denúncias e queixas, medida essa que, no seu entender, irá facilitar a intervenção da IGAE, que tem um papel importante na prevenção e no combate desses crimes que antecedem a lavagem de capitais.

Na ocasião, reconheceu que os recursos da IGAE para a fiscalização são insuficientes, mas assegurou que para ultrapassar esse constrangimento, tem feito intervenções em colaboração a Polícia Nacional, técnicos da UIF e a Polícia Judiciária para combate e prevenção deste crime.

Financiado pelo Grupo Intergovernamental de Acção contra o Branqueamento de Capitais na África Ocidental (GIABA), o seminário visa sensibilizar para os perigos e consequências da contrafação de produtos.

O encontro tem também como propósito, debater a problemática da contrafação e da falsificação em Cabo Verde e recolher contribuições visando o fortalecimento do sistema de prevenção e combate desses crimes, prevenir e combater a lavagem de capitais e o financiamento do terrorismo relacionados com os crimes de contrabando e de falsificação de produtos.

AV/CP

Inforpress/Fim

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