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IDJ espera que o Censo do Desporto 2021 consciencialize o movimento associativo desportivo (c/áudio)

Cidade da Praia, 08 Dez (Inforpress) – O Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) alimenta uma grande perspectiva no Censo do Desporto 2021, referenciado como o maior instrumento a ser realizado nos próximos anos, visando consciencializar o movimento associativo desportivo em Cabo Verde.

Em entrevista exclusiva à Inforpress, o presidente do IDJ, Frederic Mbassa, referiu que o I Censo do Desporto, já em curso, permite o levantamento de um conjunto de dados e indicadores, considerados fundamentais em termos estatísticos sobre o desporto nacional, uma vez que permite o conhecimento da real situação desportiva, assim como os seus factores do desenvolvimento.

“Nós não sabemos quantos atletas temos, de que modalidades, quantos clubes formalmente constituídos temos, a diferenciação por géneros, por faixa etária, por nível de monitores, por nível de treinadores, por nível de dirigentes.

Não sabemos o fluxo financeiro que existe. Sabemos que existe um fluxo financeiro informal a nível do desporto”, clarificou Frederic Mbassa.

O dirigente do IDJ disse que este Censo simboliza o ponto de partida para que se possa criar tudo no que é o negócio à volta do desporto em Cabo Verde.

Afirmou que Cabo Verde, face à sua escala não pode almejar um mercado de centenas de milhões de fluxo, mas que tem todos os instrumentos à sua disposição para criar o mercado à sua dimensão.

Isto é, ajuntou, um mercado que seja rentável e consiga gerar riquezas para entidades, clubes, associações e federações, pelo que alertou para a necessidade de se passar a entender o desporto como um produto comercializável e rentável, tendo considerado que este censo permite entender o sector como um sector económico e financeiro.

Segundo Frederic Mbassa , espera-se que daí possa arrastar tudo o que está à volta da saúde, de inclusão social, de cooperação, de infraestrutura, tecnologias, de negócios à volta de outros jogos como Totobola, Games de entre outros aspectos, que pode servir para financiar o desporto.

O dirigente desportivo está convicto de que sem estatísticas credíveis nunca o país terá condições de dar o salto qualitativo, à altura das exigências dos atletas que já clamam por um sistema desportivo rentável em Cabo Verde, que iliba os clubes de recorreram sistematicamente a donativos.

Por tudo isto, Frederic Mbassa disse ser preciso que o “Estado, no seu todo, também entenda o desporto como um produto comercializado e de mais valia” e que “Cabo Verde consiga modificar a sua forma de ver o desporto a nível do Estado no seu todo”, e manifestou a sua apreensão pelo facto de se estar a deparar-se com a mesma dificuldade do desporto de 1985.

Nesta linha de raciocínio alertou que o desporto cabo-verdiano só se evolui se “a gente” entender que o produto que se tem em mãos é o desporto.

Frederic Mbassa asseverou que para o IDJ, o “desporto é dos sectores que tem maior capacidade da produção da marca Cabo Verde no mundo”, razão pela qual reivindica “uma maior atenção” à actividade, para se criar fluxo de mais valia para o país.

SR/JMV
Inforpress/Fim

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