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Idai: Pelo menos 2,8 milhões de pessoas afectadas pelo ciclone nos três países – PAM

Genebra, 21 Mar (Inforpress) – A passagem do ciclone Idai por Moçambique, Zimbabué e Maláui atingiu, pelo menos, 2,8 milhões de pessoas, de acordo com números divulgados hoje, em Genebra, pelo Programa Mundial Alimentar (PAM) das Nações Unidas.

Em Moçambique, país que declarou o estado de emergência pela primeira vez em mais de 40 anos de independência, o PAM estima que, pelo menos 400 mil pessoas necessitam de ajuda alimentar urgente nas zonas inundadas, junto às bacias dos rios Pungoe e Buzi, assim como na cidade da Beira, a mais afectada pela passagem do ciclone.

Na zona da Beira, onde a passagem do Idai arrasou 90% da cidade, cerca de meio milhão de pessoas ficou com as casas destruídas e povoações inteiras foram engolidas pela subida das águas dos dois rios referidos.

O número de mortos confirmados na sequência do ciclone no centro de Moçambique subiu para 217, segundo dados oficiais hoje divulgados.

“A situação poderá deteriorar-se, e espera-se que o número de atingidos aumente, uma vez que as chuvas torrenciais continuarão até ao dia de hoje”, sublinhou, em conferência de imprensa, o porta-voz do PAM em Genebra, Herve Verhoosel.

Numa conferência de imprensa realizada hoje na Beira, o ministro da Terra e do Planeamento Territorial de Moçambique, Celso Correia, disse que estavam em risco, na quarta-feira, cerca de 15 mil pessoas.

O governante adiantou que foram resgatadas cerca de 3.000 pessoas desde quarta-feira.

Segundo o porta-voz do PAM em Genebra, muitos sobreviventes foram transportados para acampamentos na zona da Beira, mas cerca de 100 mil pessoas permanecem isoladas – muitas a resistir há vários dias em cima de telhados – em zonas da província de Manica.

O programa das Nações Unidas calcula que será necessário um investimento a curto prazo na ordem dos 42 milhões de dólares (36,8 milhões de euros) para fornecimento de ajuda humanitária aos países afectados, montante que Herve Verhoosel elevou para os 121,5 milhões de dólares (106,6 milhões de euros) para atender às necessidades da zona afectada durante os próximos seis meses.

Segundo o balanço do PAM, 200 mil pessoas vão necessitar de ajuda urgente durante os próximos três meses no Zimbabué, 920 mil no Maláui e em Moçambique haverá 600 mil pessoas seriamente afectadas. O número de pessoas residentes das zonas arrasadas pelo ciclone ascenderá a 1,7 milhões.

O porta-voz do PAM sublinhou que no Zimbabué a situação é particularmente difícil no distrito de Chimanimani, a este do país, onde 90% da região sofreu “danos significativos”, sendo uma das principais áreas afectadas pela passagem do ciclone no final da semana passada.

Verhoosel sublinhou que o Zimbabué irá precisar de apoios na ordem dos cinco milhões de dólares (4,3 milhões de euros) para financiar ajuda alimentar à população mais afectada, e no Maláui a resposta do PAM irá necessitar de provisões na ordem dos 10,3 milhões de dólares (nove milhões de euros).

A Cruz Vermelha Internacional indicou que pelo menos 400.000 pessoas estão desalojadas na Beira, considerando que se trata da “pior crise” do género em Moçambique.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

Inforpress/Lusa

Fim

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