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Idai: Governo moçambicano reúne-se na Beira para avaliar impacto de ciclone

Beira, Moçambique, 19 Mar (Inforpress) – O Governo moçambicano reúne-se hoje na cidade da Beira para avaliar o impacto do ciclone Idai, que atingiu o centro do país e que segundo o chefe de Estado terá causado mais de mil mortos.

“Perante este cenário dramático, o Governo decidiu realizar a nona sessão do Conselho de Ministros amanhã [terça-feira], na cidade da Beira, para acompanhar e avaliar a situação no terreno”, afirmou esta segunda-feira Filipe Nyusi, numa declaração à nação.

Na mesma declaração, Filipe Nyusi disse que o número de mortes devido ao ciclone Idai poderá ultrapassar as mil, assinalando que “o país vive um verdadeiro desastre humanitário de grandes proporções”.

“Até ao momento, formalmente, há registo de acima de 84 óbitos, mas tudo indica que poderemos registar mais de mil óbitos”, afirmou Filipe Nyusi, sobre a situação provocada pelo ciclone Idai.

O ciclone, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora atingiu a Beira, a quarta maior cidade de Moçambique, na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes sem energia e linhas de comunicação.

O chefe de Estado moçambicano acrescentou que mais de 100 mil pessoas da região correm perigo de vida, com aldeias inteiras desaparecidas e comunidades isoladas devido à subida das águas.

A Frelimo, partido no poder em Moçambique, adiou a reunião do Comité Central, inicialmente marcada para decorrer de 22 a 24 de Março, para permitir que o país se concentre na emergência nacional provocada pelo ciclone Idai.

Mais de 1,5 milhões de pessoas foram afectadas em Moçambique, Maláui e Zimbabué pela passagem do ciclone Idai, que provocou ainda, pelo menos, 222 mortos, de acordo com estimativas dos governos destes países.

No Maláui, as estimativas do Governo apontam para que tenham sido afectadas mais de 920 mil pessoas nos 14 distritos afectados, incluindo 460 mil crianças. Há registos de pelo menos 56 mortos e 577 feridos.

No Zimbabué, as estimativas iniciais das autoridades apontavam para cerca de 1.600 casas e oito mil pessoas afectadas no distrito de Chimanimani, em Manicaland, com registos de 23 mortes e 82 pessoas desaparecidas.

Inforpress/Lusa

Fim

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