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ICIEG repudia atitude e comportamento machista face às mulheres nas redes sociais

Cidade da Praia, 20 Abr (Inforpress) – O Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), através de uma nota de imprensa, manifestou repúdio por todo e qualquer comportamento e atitude machista divulgado através de vídeos, cartazes e mensagens nas redes sociais.

O repúdio, segundo Rosana Almeida, em declarações à Inforpress, deve-se a uma mensagem veiculada na rede social, onde alguém diz para Janira Hopffer Almada que o “lugar da mulher é na cozinha”.

“O ICIEG aqui não está a defender um caso A, B ou C, mas todo e qualquer caso contra mulher, pois, o lugar da mulher é onde ela quiser estar. Atitudes e comportamentos machistas que não dignificam a mulher põem em causa a luta pela igualdade de género e devem ser repudiadas”, disse.

A presidente do ICIEG lamentou este facto e pediu engajamento de todos e todas na desconstrução de estereótipos que não dignificam a luta em prol de uma sociedade mais igualitária e sem discriminação.

Ainda no entender da presidente do ICIEG, as lutas devem ser contínuas e, por isso, devem traduzir-se na mudança de comportamentos, discursos e atitudes que podem violar o direito da mulher na sociedade e a liberdade de escolha de cada um.

E porque as mulheres estão, cada vez mais, a enveredar pela vida política, Rosana Almeida realçou que o instituto está apostando, firmemente, na educação pela igualdade com a introdução da disciplina “Igualdade de género” no ensino secundário.

“É uma das lutas que poderá fazer a diferença na educação dos meninos e meninas para uma geração pró-igualdade e para que não se deixe a tarefa de educar apenas para as famílias”, afirmou, sublinhando que só educando pela igualdade é que se pode “quebrar os telhados de vidros” para que a mulher possa estar onde quiser.

Quanto à introdução da disciplina “Igualdade de género” no ensino secundário, Rosana Almeida disse esperar que a matéria seja introduzida neste ano lectivo, ou seja 2021/2022.

Concluindo, a presidente do ICIEG reiterou que a causa é de “todos e todas”, pelo que era necessário o registo de repúdio contra todas as atitudes discriminatórias que têm circulado nas redes sociais, pondo em causa a dignidade e a competência da mulher.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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