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ICIEG preocupado com gravidez na adolescência lança campanha

Cidade da Praia, 20 Jul (Inforpress) – O Instituo Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) lança esta terça-feira uma campanha intitulada “Adolescência primeiro gravidez depois” e, segundo a sua presidente, Rosana Almeida, o objectivo é o de “tentar travar” esta situação nos jovens.

“O que queremos é travar um combate sem trégua à gravidez na adolescência”, disse à Inforpress Rosana Almeida, acrescentando que esta iniciativa já estava planeada há algum tempo, mas, realçou, porque coincidiu com as férias e os exames preferiram deixar para agora “para que possa impactar as alunas ou os alunos que vão entrar de férias”.

Para esta campanha, informou a presidente do ICIEG, foram escolhidas algumas ilhas, como a da Boa Vista, Santo Antão (Porto Novo) e São Vicente, porque são os lugares onde se regista o aumento do número de casos de gravidez na adolescência.

A cantora Élida Almeida, conforme revelou Rosana Almeida, é a cara da campanha, uma vez que passou por um processo semelhante, ou seja, teve uma gravidez na adolescência e “vai contar a sua história, dizendo às meninas que o ideal é aproveitar a adolescência e deixar  tudo a seu tempo”.

“Há toda uma consequência de uma gravidez na adolescência e, por isso, queremos que as alunas adolescentes tenham esta noção”, lançou a presidente do ICIEG, deixando transparecer que pretendem que a campanha abranja também os país, os encarregados de educação e todos os envolvidos nesta problemática da gravidez na adolescência.

Instada se a gravidez na adolescência em Cabo Verde é preocupante, Rosana Almeida garantiu que “a situação exige alguma preocupação, porque, outrora, houve uma diminuição e, agora, nota-se algum aumento”.

Além do ICIEG, estão envolvidos na campanha outros organismos, nomeadamente a VerdeFam, a OMCV, a Morabi, a Direcção Nacional de Educação e o ICCA.

A campanha conta, igualmente, com parceiros internacionais, como o PNUD, Unicef e UNFPA.

A existência da gravidez precoce é um fenómeno há tempo reconhecido e problematizado em Cabo Verde.

Conforme o Inquérito Demográfico e de Saúde Reprodutiva (IDSR II), elaborado em 2005, a idade média das mães ao primeiro nascimento varia sensivelmente entre as gerações: de 20 anos para as mulheres que têm a idade compreendida entre 25-29 anos no momento do inquérito, para 22 anos nas que se encontram no fim da vida reprodutiva. Isto  mostra uma diminuição progressiva da idade mediana das gerações mais velhas para as mais recentes, permitindo concluir que existe uma tendência para a sua rejuvenescência.

O IDSR II também aponta que mais de 15% das jovens com menos de 19 anos eram mães no momento do estudo e cerca de 4% estavam grávidas pela primeira vez; pelo que aproximadamente 19 % das jovens de 15-19 anos, tinham começado a vida fecunda.

Aos 17 anos, cerca de um adolescente em cada cinco já tinha começado a vida reprodutiva (18.7 %), e aos 19 anos, esta proporção era de 39 %, sendo que a maioria já teve, ao menos, um filho (33.9 %).

LC/CP

Inforpress/Fim

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