ICIEG alerta para o facto de mulheres e homens com deficiência serem vítimas de violência sem denunciarem

Cidade da Praia, 02 Dez (Inforpress) – A presidente do ICIEG revelou hoje que 46% de mulheres e homens com deficiência são vítimas de algum tipo de violência, considerando que “o mais preocupante” é o facto de mais de 50% não denunciarem este mal.

Marisa Carvalho apresentou estes dados em declaração à imprensa, após presidir à cerimónia de abertura da formação em benefício das mulheres com deficiência, uma acção que visa alertá-las de eventuais situações de violência existentes para que possam saber como prevenir e denunciar o mal que tem afectado muitas mulheres.

 “Esta é uma franja da população cabo-verdiana que é a mais sujeita a discriminação e a todos os tipos de violência. As mulheres com deficiência sofrem tripla discriminação não só pela sua condição de género, por serem mulheres e deficientes, mas porque acarretam, também, dificuldades na sua vida”, afirmou, indicando que as dificuldades passam, nomeadamente, pelo baixo rendimento e escolaridade.

Conforme a presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género(ICIEG), trata-se de uma acção de formação específica que irá dotar as formandas de ferramentas sobre os tipos de violência, como identificar-lhos, proteger, prevenir e fazer denúncias.

Neste âmbito, salientou que o ICIEG tem como meta duplicar este tipo de formação para outros concelhos e ilhas, e indicou que o plano nacional do ICIEG prevê acções e medidas concretas e específicas para homens e mulheres com deficiência.

A presidente da Associação Cabo-verdiana de Promoção e Inclusão das Mulheres Com Deficiência (APIMUD), Eurídice Andrade, na sua comunicação realçou a importância da formação que irá dotar as mulheres com deficiência de instrumentos para distinguir os tipos de Violência Baseada no Género (VBG).

“Esta é a primeira vez que se promove uma formação desse tipo para mulheres com deficiência para podermos ensiná-las a diferença entre VBG e igualdade de género, pois muitas não sabem o significado destas palavras”, acrescentou.

Manifestou ainda a importância de todas saberem o significado e diferença entre VBG e igualdade de género para poderem estar alertas para caso forem testemunhas de actos do género poderem intervir.

Referiu ainda que muitas mulheres com deficiência são alvos de violência e VBG e não sabem que estão a ser vítimas de violência.

A acção de formação acontece no âmbito das actividades da campanha “16 dias de activismo para a erradicação da violência contra as mulheres”, cujo lema é “Pinta o Mundo de Laranja: Acabem com a violência contra as mulheres agora”, e é fruto de uma parceria entre o ICIEG, as Nações Unidas e o Banco Africano de Investimentos.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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