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IANCV quer dotar País de um quadro normativo e recursos humanos para resolver problema da massa documental (c/vídeo)

Cidade da Praia, 09 Jun (Inforpress) – O presidente do IANCV defendeu a necessidade de dotar o País de instrumentos legais e de recursos humanos preparados para, no horizonte de cinco anos, resolver o problema da massa documental que está por tratar nas instituições.

O presidente do Instituto do Arquivo Nacional de Cabo Verde (IANCV), José Maria Borges, fez estas declarações em entrevista à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional dos Arquivos, que se celebra hoje, tendo Cabo Verde registado avanços e melhorias nos últimos anos no que se refere à preservação documental.

Entretanto revelou que ainda não é possível conhecer bem a situação dos arquivos intermédios que ficam nas instituições, salientando a necessidade de se realizarem acções de sensibilização junto das instituições sobre a importância da instituição dos arquivos.

“A lei 2004 é bem clara quando nos diz que junto das instituições devem ser criados os arquivos intermédios para fazer a gestão do ciclo de vida, garantir a sua transferência para o arquivo, mas infelizmente o país não conseguiu, ainda, concretizar esse objectivo e cumprir o dever que a lei prevê”, declarou.

O que tem sido verificado, segundo este responsável, são as solicitações das instituições junto do IANCV por forma a ajudar as mesmas na organização dos arquivos, o que considera ser uma “prática inadequada” porque, afirmou, é preciso apostar na formação de técnicos em todos os municípios do país por forma a responder às necessidades das instituições.

“O país tem grandes desafios em mãos, o Estado terá de garantir o acesso à informação quando for solicitada pelos cidadãos, portanto, há um trabalho enorme a ser feito por nós aqui no arquivo histórico, mas também por todos no sentido de se criar um ambiente mais apropriado na gestão da informação que é produzida”, realçou, apontando a questão dos recursos humanos, do reforço da capacitação dos técnicos, da documentação, da produção à volta da gestão documental como grandes desafios.

Destacou, por outro lado, as políticas implementadas e os ganhos alcançados durante os trinta anos de existência do IANCV no que se refere à gestão e preservação dos arquivos reforçando, neste sentido, a necessidade de se apostar na renovação do corpo técnico e ter um edifício seguro que responda às necessidades da instituição.

“Estamos a fazer um trabalho com uma equipa de Portugal que nos está a auxiliar neste exercício e estamos em crer que, muito em breve, teremos um ponto da situação real dos arquivos em Cabo Verde. Estamos em conversação com parceiros nossos para ver se conseguimos, a curto médio prazo, dotar o país de um arquivo numa zona mais segura e de um parque tecnológico”, adiantou.

José Maria Borges apelou ainda ao forte engajamento de todos na criação de condições e instrumentos no sentido de se garantir a transferência, gestão e preservação documental, lembrando que só o Ministério da Cultura não conseguirá dar resposta aos desafios existentes.

Informou, por outro lado, que devido à pandemia da covid-19, o projecto “Resgate” está parado devido aos constrangimentos, mostrando-se, no entanto, optimista que com o plano de vacinação em Portugal e Cabo Verde será possível brevemente arrancar este estruturante projecto.

O IANCV realiza hoje uma conferência para debater e promover uma reflexão sobre a actual situação dos arquivos em Cabo Verde, em comemoração ao Dia Mundial dos Arquivos.

O Dia Internacional dos Arquivos é celebrado anualmente a 09 de junho e foi instituído pela Assembleia Geral do Conselho Internacional de Arquivos (CIA), em 2007, data escolhida por ter sido a 09 de Junho de 1948, que a UNESCO criou o Conselho Internacional de Arquivos.

Desde a sua criação, o Conselho Internacional de Arquivos (ICA) tem como objectivo alertar a opinião pública para a importância que os arquivos assumem como instituições de memória das nações e das sociedades.

Este ano, a Semana Internacional dos Arquivos é celebrada de 7 a 11 de Junho, pelo ICA com o lema “Empowering Archives”, e pretende incentivar a reflexão sobre três grandes aspectos da Gestão Arquivística Mundial, nomeadamente, responsabilidade e transparência, colaboração e rede, e ainda, diversidade e inclusão.

CM/HF

Inforpress/Fim

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